O título foi concedido pelo governador Cláudio Castro, no encerramento da programação do Governo Presente na região do Médio Paraíba na última sexta-feira (07). A ideia foi homenagear a cidade que completará 200 anos no próximo dia 17. O decreto estadual com a medida, que tem validade de 24 horas, foi assinado após a aula magna “Rio de Janeiro, um Estado em Crescimento”, que o governador ministrou no Centro Universitário de Valença. O documento foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado.
Na ocasião, também foram assinados dois atos voltados à preservação da memória da região e do papel que ela representa para a história do Estado do Rio e do Brasil. O decreto de desapropriação do Casarão das Artes – antiga moradia do barão de café Domingos José da Silva Nogueira (1855) – vai permitir que o imóvel abrigue, futuramente, o Museu do Queijo. Conhecido na região como Solar dos Nogueiras, ele está em ruínas depois de ter sido destruído por um incêndio em 2001.
O governador também assinou a cessão de parte do Palacete do Visconde do Rio Preto, onde hoje funciona o Colégio Estadual Theodorico Fonseca, em Valença. O imóvel será desmembrado para a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) instalar o Centro de Memória do Registro Empresarial.
Preservação da memória é um ativo econômico em Valença
Com a arquitetura colonial preservada, Valença abriga casarões, igrejas, fazendas e jardins que contam a história do município, principalmente, sua força econômica durante o período do café. Atualmente, a cidade se destaca no turismo – tem entre seus distritos, Conservatória, a capital da seresta – e no agronegócio, especialmente com a produção leiteira. O município possui também uma eficiente rede de ensino, conta com sete faculdades e diversas instituições culturais.
Economia em alta
Os recentes avanços da economia do Estado do Rio foram o tema principal da aula magna que o governador Cláudio Castro proferiu a convite da Fundação Educacional Dom André Arcoverde – Centro Universitário de Valença. Castro lembrou as dificuldades que enfrentou ao tomar posse, com governo com déficit de R$ 23 bilhões, as discussões sobre os esforços para manter o Rio no Regime de Recuperação Fiscal e o desafio de administrar o estado durante a pandemia da Covid-19. Ele destacou que o cenário vem sendo superado, graças um trabalho sério e técnico voltado à organização do Estado.