Conhecido por sua maestria no saxofone e na flauta, o petropolitano Breno Morais conquistou reconhecimento internacional ao longo de 33 anos de carreira. Um talento que atravessa fronteiras e incorpora uma diversidade musical que passeia por estilos: do chorinho ao eletrônico, do jazz ao pop. No entanto, para muito além do palco, Breno se destaca também como produtor, sendo o cérebro por trás de importantes eventos musicais e culturais, reforçando ainda mais sua influência na cena musical brasileira e internacional.
Seja organizando festivais, na curadoria de projetos artísticos ou gerenciando a produção de shows, há anos, Breno atua nos bastidores de grandes eventos, consolidando sua expertise como produtor, uma das faces do músico que é pouco conhecida pelo público. Ele está à frente do Carnaval do Taruíra, um dos eventos mais tradicionais de Itaipava, além de assinar a curadoria musical do projeto “Arte para Adiar o Fim do Mundo”, que busca dar visibilidade a artistas petropolitanos e fomentar a cultura.
Mas sua atuação vai muito além, ele também esteve na produção de eventos renomados, como três edições da Ilha de Caras, o lounge da Coca-Cola na Copa do Mundo, o lounge Roland-Garros no Rio de Janeiro, festas exclusivas como a da Reward Style em Dallas, no Texas, e a Tribu em Miami, nos Estados Unidos, além da curadoria musical do quiosque Riba, na praia do Leblon e do quiosque Vaibe, na Barra da Tijuca, além do projeto Soul Lounge Sofitel. Também assinou a produção musical do coquetel de abertura de quatro novelas da TV Globo.
Carnaval do Taruíra
Dentre seus projetos mais emblemáticos e mais recentes em Petrópolis, está o Carnaval do Taruíra, evento que, ao longo de 13 edições, se transformou em um dos maiores e mais aguardados da região serrana do Rio. Realizado na Praça do Sol, no coração do Shopping Vilarejo, o bailinho é uma explosão de ritmos que atrai milhares de foliões a cada ano. Neste ano de 2025, a festa reuniu cerca de 15 mil pessoas em quatro dias de celebração, consolidando-se como uma das principais manifestações culturais de Petrópolis.
Com um conceito que mistura referências cinematográficas e elementos culturais, o evento proporciona uma experiência inclusiva, onde todas as gerações podem se divertir com segurança e conforto. “O Carnaval do Taruíra é uma das minhas realizações como produtor e músico. É um projeto que me dedico para crescer ainda mais a cada ano. Neste ano, em especial, tivemos no palco do Taruíra um encontro de gerações. Tivemos a participação do Nilton Hutter, músico petropolitano de 90 anos tocando com a gente, Carlinhos Watkins com 75 anos, dividindo o palco com músicos mais novos, como o Caio Storni que tem 27 e a Maria Swenson e João Victor, com 22 anos. Todos esses três mais novos, assistiam o Taruíra pequenininhos, participaram dos nossos eventos como plateia e agora, estão no nosso palco. A cada ano a gente faz história!”, relembra Breno.
Arte para Adiar o Fim do Mundo: cultura como ferramenta de reflexão
Paralelamente ao sucesso do Carnaval do Taruíra, Breno Morais também desempenha um papel essencial como curador musical do projeto “Arte para Adiar o Fim do Mundo”, realizado na livraria Nobel Petrópolis. O projeto surge como uma resposta cultural à maior tragédia sociambiental já vivida por Petrópolis. Em 2022, a cidade foi devastada por chuvas torrenciais, e a imagem da Livraria Nobel, a maior de Petrópolis, com mais de 14.000 livros destruídos na calçada, se espalhou pelo mundo, simbolizando não só a dor da comunidade, mas também a fragilidade do setor cultural diante de adversidades.
Esse cenário inspirou a criação da websérie documental “Arte para Adiar o Fim do Mundo, uma iniciativa que busca transformar a perda, em uma plataforma de reflexão e ação, unindo arte, cultura e sociedade em um formato audiovisual. Como a curadoria musical do projeto, Breno Morais conseguiu uma forma de unir arte e ação social, em um formato audiovisual que busca levar a arte para um novo público. “O Breno compreendeu exatamente a proposta do projeto e trouxe artistas que, além de extremamente talentosos, dialogavam perfeitamente com os objetivos da ação. Ele conseguiu agregar muita diversidade de estilos musicais em perfis artísticos diferenciados, equilibrando muito bem a vanguarda artística e o tradicional, dando um molho de brasilidade e elegância, características já presentes no seu trabalho musical”, afirma Felipe Hutter, diretor do projeto.
A série, composta por quatro episódios é uma homenagem à resistência cultural da cidade, à literatura e ao poder da arte como força de renovação. O projeto se inspira na série mundialmente reconhecida “Tiny Desk Concerts” e no livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, de Ailton Krenak, e tem como objetivo promover uma nova forma de engajamento cultural, atraindo um público mais amplo para a livraria e incentivando a leitura no meio. O mundo de Breno Morais: de Petrópolis para o resto do globo.