As empresas de ônibus seguem enfrentando os impactos dos constantes congestionamentos registrados, principalmente, nos horários de pico, em Petrópolis. Retidas no trânsito, sem qualquer possibilidade de desvio ou alteração de rota, as operadoras registram atrasos em série, que resultam, consequentemente, em perdas de viagens em, pelo menos, 60 linhas.
A Cidade Real vem registrando atrasos superiores a 50 minutos entre as viagens. O problema atinge 27 linhas, nos corredores do Bingen, Mosela e arredores, nos horários de 7h às 9h, 11h30 às 13h, e 16h às 19h. As retenções acontecem nas ruas Bingen, Paulino Afonso, Carlos Gomes e Montecaseros, além da Avenida Ipiranga.
Entre elas, estão: 010 e 100 – Rodoviária Bingen, 019, 110 e 190 – Duarte da Silveira, 103 – Cândido Portinari, 104 – Vila Militar, 105 e 133 – Alberto de Oliveira, 106 e 134 – Bataillard, 107 – Manoel Torres, 108 – Bairro Castrioto, 113 – Marechal Hermes, 114 – Batista da Costa, 115 – Campo do Serrano, 118 e 132 – Pedras Brancas, 119 – Kopke/Álvaro L. Castro/Vila São José, 122 – Fazenda Inglesa, 129 – Moinho Preto, 136 – João Balter, 145 – Mosela, 165 – Lagoinha, 170 – Terminal Itamarati e 180 – Quitandinha.
A Turp Transporte identificou, neste mês, retenções mais intensas durante a operação de 18 linhas de ônibus. Os congestionamentos acontecem, principalmente, na Estrada União e Indústria, Avenida Barão do Rio Branco e ruas Hermogênio Silva, Coronel Veiga e Washington Luiz, com atrasos que chegam a 40 minutos.
As linhas afetadas, são: 070 – Posse Gaby, 500 – Terminal Corrêas, 613 – Bairro da Glória, 615 – Carangola, 630 – Jardim Salvador, 631 – Roseiral, 637 – Atílio Marotti, 650 – Amazonas, 654 – Espírito Santo, 660 – Rio de Janeiro, 670 – Araras, 672 – Águas Lindas, 700 – Terminal Itaipava, 705 – Cuiabá, 707 – Fagundes, 711 – Posse, 713 – Vila Rica e 726 – Madame Machado.
De acordo com a empresa, o trecho entre o Trevo de Bonsucesso e o Terminal Itaipava é feito, normalmente, em 16 minutos. Nos horários de pico, o mesmo trajeto sobe para 40 minutos. Entre Benfica e o terminal, o trajeto passa de oito minutos para 23. Entre o Arranha-Céu e o Terminal Itaipava Itaipava, sobe de seis para 25 minutos, em média, nos horários de pico.
A Cidade das Hortênsias identificou os maiores impactos de trânsito, na operação de 15 linhas de ônibus, nas regiões do Itamarati, Retiro e Carangola, com atrasos que chegam a quase uma hora entre as viagens.
As linhas, são: 300, 330 e 350 – Terminal Corrêas, 306 – Bairro Esperança, 323 – Ponte de Ferro, 340 – Terminal Itamarati, 360 – Alto da Serra, 370 – Rodoviária Bingen, 503 – Cidade Nova, 504 e 506 – Vicenzo Rivetti, 505 – Vila Manzini, 519 – Vale do Carangola, 526 – Modesto Guimarães e 529 – Débora Couto Sucupira.
Os principais fatores que contribuem para a formação dos congestionamentos são: conversão à esquerda em via de mão dupla, estacionamento irregular nas vias e calçadas, manobra errada, automóveis parados em áreas escolares, carga e descarga em horário comercial e obras sem comunicado prévio ao órgão gestor, sem qualquer tipo de planejamento para a fluidez no trânsito.
O Setranspetro reforça a necessidade de colaboração da população para reduzir os impactos na mobilidade urbana. Para isso, pede que motoristas de veículos particulares evitem práticas como estacionar em fila dupla e que as instituições de ensino orientem pais e responsáveis sobre alternativas mais organizadas para a chegada e saída dos alunos, de modo a contribuir com a fluidez das vias e minimizar os atrasos no transporte coletivo.