Após críticas da vereadora Júlia Casamasso (PSOL) sobre os altos valores gastos com terceirização na rede municipal de ensino, a Prefeitura de Petrópolis informou que vem adotando medidas para reduzir a dependência desse modelo e ampliar a contratação direta de profissionais.
Em resposta aos questionamentos do jornal Correio Petropolitano, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que está realizando chamamentos de aprovados no último concurso público para ocupar vagas que hoje são preenchidas por RPAs e trabalhadores terceirizados. Segundo a pasta, o objetivo é reforçar o quadro efetivo da rede municipal.
Novo Estudo
A Prefeitura também informou que está em andamento um novo estudo para contratação por processo seletivo. Esse, seria voltado a cargos que não foram contemplados no último concurso, mas que são considerados necessários para o funcionamento das unidades escolares.
Terceirização
Apesar disso, a administração municipal confirmou que parte dos serviços continuará sendo terceirizada. De acordo com a Secretaria de Educação, a terceirização será mantida apenas para funções específicas que não existem no organograma oficial da pasta.
Denúncia da vereadora
A manifestação ocorre após a vereadora Júlia Casamasso denunciar, nas redes sociais, o que classificou como um contrato inflado, com custo superior a R$ 107 milhões por ano, e defender a substituição da terceirização por PSS e concurso público, como forma de reduzir gastos e evitar a precarização do trabalho.
“Tivemos que fazer manifestação em conjunto com os trabalhadores para garantir a segunda parcela do décimo terceiro, que foi pago dois dias antes do Natal. Um verdadeiro descaso, um completo desrespeito com os trabalhadores e com a população petropolitana como um todo”, declarou.
A parlamentar também cobrou mais transparência da gestão municipal e questionou quais seriam as prioridades da Prefeitura diante da situação financeira da cidade. A Secretaria de Educação, no entanto, não informou prazos para a conclusão dos estudos nem detalhou o impacto financeiro das mudanças anunciadas.
“Não tem que ter contrato milionário com nenhuma empresa terceirizada. Esses serviços têm que ser operados pelo município, seja via contratação CLT, enquanto não acontece o concurso público. Seguiremos nessa luta”, concluiu.
Segundo o balanço divulgado pelo município, em 2025 foram realizadas 803 convocações para processo admissional e 494 profissionais foram nomeados e estão atuando, sendo 314 professores de Educação Básica e 180 educadores de Educação Infantil.