No dia em que o mundo celebra o Dia Internacional de Meninas e Mulheres na Ciência, 11 de fevereiro de 2026, o Projeto Meninas STEM Petrópolis Tech Hub – MSTEM, coordenado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica – LNCC/MCTI, completa um ano de existência. Uma trajetória que começou exatamente nesta data, em 2025, e que hoje se desdobra em dois momentos igualmente simbólicos: o evento de abertura das atividades de 2026 e a cerimônia de formatura da primeira turma.
No dia 27 de fevereiro, o LNCC receberá alunas, responsáveis e colaboradores para o encontro que marca o início de mais uma jornada STEM. No dia seguinte, 28 de fevereiro, será a vez de celebrar a conquista das 35 jovens que concluíram o primeiro ciclo do projeto, apresentando jogos digitais autorais desenvolvidos ao longo de 2025 — muitos deles já marcados pela sensibilidade à diversidade e à inclusão, criados por meninas que, há poucos meses, sequer haviam escrito uma linha de código.
“Acompanhar o desenvolvimento das meninas ao longo do projeto foi extremamente positivo e enriquecedor”, afirma Andressa Machado, bolsista do Projeto. “Muitas iniciaram sem qualquer conhecimento prévio em programação e, gradualmente, assimilaram conceitos fundamentais, chegando à concepção completa de um jogo. Hoje, observo meninas mais confiantes, com maior clareza sobre suas habilidades e conscientes do próprio potencial. Elas compreenderam um ponto central: têm autonomia e capacidade para liderar, criar e inovar.”
A fala da bolsista encontra eco na visão da coordenadora do MSTEM, Regina Almeida. “O Meninas STEM reafirma que ciência, tecnologia e inovação não são territórios exclusivos, mas campos que se expandem quando atravessados pela diversidade, pela escuta e pelo cuidado. Ao ocupar esses espaços, as meninas não apenas aprendem, elas passam a se ver como protagonistas de suas próprias histórias e como agentes de transformação em suas comunidades.”
Os números do primeiro ano atestam esse movimento. Foram 35 jogos desenvolvidos, dezenas de oficinas, palestras e visitas técnicas, além da criação de clubes de ciências em escolas da região — iniciativa que partiu das próprias participantes, evidenciando o efeito multiplicador do projeto. “O Meninas STEM mostrou, de forma prática, que o protagonismo feminino é necessário em múltiplas áreas”, completa Andressa.
Para o LNCC, sediar tanto a formatura quanto a abertura do novo ciclo não é apenas um ato institucional, mas um compromisso com a equidade de gênero na ciência e na tecnologia. “Seguimos motivadas a fortalecer e ampliar essa rede”, afirma Regina Almeida. “Confiantes de que, através do letramento tecnológico e de ações educacionais, científicas e sociais, podemos consolidar um espaço onde meninas experimentam, criam, erram, aprendem e, sobretudo, se reconhecem como capazes”, acrescentou.
Sobre o Projeto Meninas STEM Petrópolis Tech Hub
O Projeto Meninas STEM Petrópolis Tech Hub é uma iniciativa educacional voltada para reduzir a desigualdade de gênero nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), incentivando meninas da rede pública de Petrópolis, especialmente do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, a se interessarem por tecnologia e carreiras científicas. Com duração prevista de três anos, o projeto oferece formação em programação (com foco em Scratch), oficinas, mentorias, clubes de ciência e atividades voltadas ao fortalecimento da autoestima e permanência escolar. A iniciativa concede 35 bolsas de Iniciação Científica Júnior para alunas da educação básica, além de bolsas para estudantes de graduação, professores da rede pública e apoio em divulgação científica, promovendo não apenas capacitação técnica, mas também inclusão, protagonismo feminino e desenvolvimento social no ecossistema de inovação de Petrópolis.