Por Johnnata Joras e Leandra Lima
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu o alerta laranja de chuvas intensas para 14 unidades da federação. A Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro tem previsão de chuvas mais acentuadas para quinta (26) e sexta-feira (27). O alerta é de grau intermediário, entre os três avisos emitidos pelo instituto. O aviso para as cidades da região representa situação meteorológica perigosa. A recomendação é que as pessoas se mantenham vigilantes e estejam informadas sobre as condições previstas.
“Temos uma área de baixa pressão em superfície e nas imediações do litoral da Região Sudeste que está mantendo o escoamento do vento, ou seja, estabelecendo um canal de umidade entre a região amazônica e as regiões Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a permanência de chuvas por dias consecutivos”, explicou Anete Fernandes, meteorologista do INMET.
Nas áreas afetadas, estão previstas chuvas entre 30 milímetros e 60 milímetros por hora, ou 50 milímetros e 100 milímetros por dia, além de ventos intensos, de 60 a 100 quilômetros por hora. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. Segundo a meteorologista, há a possibilidade de a chuva se estender até o fim de semana. “Isso vale para a Região Serrana do Rio de Janeiro. A expectativa é de chuvas recorrentes, lembrando que essas chuvas não são uma Zona de Convergência do Atlântico Sul, mas o efeito é parecido. Há condição de chuva por dias consecutivos, a qualquer hora, com tempo muito fechado”, disse a especialista.
Volumes mais acentuados
A expectativa é de volumes mais acentuados de chuva na Região Serrana, Zona da Mata Mineira, Espírito Santo e Rio Doce, principalmente para quinta e sexta-feira. Em caso de tempestade, a orientação é não se abrigar debaixo de árvores, em razão do risco de descargas elétricas e queda de galhos. “Então, sugerimos, devido à condição que se encontra na Região Sudeste como um todo, que a população fique atenta às recomendações e orientações da Defesa Civil. A expectativa é de muita chuva nesses dois dias, mas a persistência, ainda que sejam volumes menores por dias consecutivos, favorece não só o encharcamento do solo, favorecendo deslizamentos de encosta, como também a elevação do nível dos rios, que pode trazer transbordamento para a região”, recomendou a meteorologista.
Petrópolis sem monitoramento de câmeras
Como forma de prevenção, a Prefeitura de Petrópolis informou que o Centro Integrado de Monitoramento e Operações (CIMOP) está passando por um processo de atualização e modernização tecnológica. Durante este período de transição, o sistema de acesso externo, que permite a visualização das câmeras pela população, especialmente em períodos de chuva, ficará temporariamente fora do ar por alguns dias, até a conclusão técnica do serviço.
Risco moderado
De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), há alerta de risco moderado para os municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Areal, Três Rios, São José do Vale do Rio Preto, entre outras cidades próximas. Segundo o CEMADEN, há grande chance de envio de novos alertas moderados, podendo chegar a alto para todo o Estado do Rio de Janeiro. Em caso de mudança de cenário, a Defesa Civil estadual vai atualizar as informações e emitir os alertas necessários por meio das equipes de monitoramento. O órgão recomenda que a população fique atenta aos informativos da Defesa Civil e de outros órgãos oficiais.
Alerta pós-desastre
O estado de alerta ocorre principalmente após os acontecimentos no estado de Minas Gerais. Fortes chuvas atingiram os municípios de Juiz de Fora (JF) e Ubá, entre segunda-feira (23) e terça-feira (24). Conforme dados do governo de Minas, ao todo 22 pessoas morreram em decorrência da tragédia socioambiental, sendo 16 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Ainda segundo informações das autoridades, foram registrados muitos chamados aos postos de emergência por conta de vias bloqueadas, casas atingidas e famílias ilhadas, sem condições de deixar o local atingido devido ao alagamento.
*Com informações da Agência Brasil
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