A Prefeitura de Petrópolis, o Governo do Estado e a Unifase vão realizar em março um pré-simulado e um simulado de preparação das comunidades para a desocupação de áreas de risco com o foco voltado para as famílias com pessoas com deficiência e cuidados especiais. As ações vão ocorrer na Estrada da Saudade, na Comunidade do Fragoso, com a retirada de cinco pessoas com deficiência e/ou acamadas, simulando uma resposta antecipada às previsões de chuvas fortes.
Na quarta-feira (25/02), equipes das secretarias municipais de Proteção e Defesa Civil e Saúde; da Secretaria de Estado de Saúde e da Unifase, fizeram uma visita à comunidade. O objetivo foi conhecer o território, as rotas de fugas, identificar pontos seguros e engajar a população e as famílias envolvidas no exercício.
A iniciativa será coordenada pelas secretarias municipais de Proteção e Defesa Civil e de Saúde, por meio da Estratégia de Saúde da Família (ESF), de Educação e de Assistência Social. “Essa é uma ação preventiva essencial para garantir a segurança, focar na prevenção e salvar vidas. É o começo de um projeto, voltado para essas pessoas com deficiência e acamadas, que envolve o poder público, as instituições de ensino e a comunidade”, ressaltou o prefeito Hingo Hammes.
As ações vêm sendo planejadas desde o início do ano com mapeamento das famílias e reuniões de planejamento com as equipes da Prefeitura, Estado e Unifase. “É importante termos a possibilidade, dentro de um cenário de eventos extremos, termos uma certa antecipação para a retirada das pessoas dos territórios mais vulneráveis. É uma ação que faz a diferença”, ressaltou o secretário de Proteção e Defesa Civil, Guilherme Moraes.
Para o assessor da secretária de Estado de Saúde, Sérgio Simões, a redução do risco de mortes, diante da ocorrência de eventos climáticos severos, especialmente para moradores de áreas de risco geológico e hidrológico começa na Atenção Primária à Saúde. “É muito gratificante verificar que o sistema de Defesa Civil de Petrópolis já interage com a Estratégia de Saúde da Família. Nosso desafio conjunto é organizar e preparar as comunidades promovendo uma mudança de cultura onde se considera que os agentes comunitários de Saúde são um importante braço operacional do serviço público com legitimidade e credibilidade para de forma efetiva e antecipada salvar vidas em face da ocorrência de eventos climáticos severos. Desta maneira estaremos transformando os conhecimentos científicos e tecnológicos disponíveis, que nos permitem prever chuvas fortes ou ondas de calor, em ações práticas antecipadas à ocorrência de desastres presumíveis”, explicou Simões.
O exercício vai simular um cenário de aviso meteorológico, ou seja, antes que o evento extremo aconteça. As famílias serão retiradas para atendimento de saúde e para locais seguros mapeados na comunidade.