Agosto de 2026 – O ritmo de crescimento da inadimplência no Brasil desacelerou ao longo do ano e chegou ao menor patamar em agosto, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. O número de negativados avançou 0,06% no mês, sendo o menor incremento mensal registrado em 2026.
Atualmente, 83,98 milhões de brasileiros carregam algum tipo de dívida em atraso frente a 83,93 milhões no mês anterior.
Essa desaceleração acompanha o movimento oposto do volume de negociações. Entre maio e agosto de 2026, a Serasa registrou 19,7 milhões de acordos de renegociação, um crescimento de 36% frente ao mesmo período de 2025. No Rio de Janeiro, foram fechados 1,6 milhão de acordos no período, um crescimento de 27% na comparação anual. O número de consumidores que buscaram regularizar suas pendências também cresceu, passando de 7,1 milhões para 9,4 milhões, podendo ser um reflexo direto dos mutirões de negociação e da ampliação de condições facilitadas de pagamento oferecidas ao longo do ano.
Além disso, a Serasa lançou uma ação emergencial no dia 09/09 que contou com mais de 218 mil acordos fechados em um único dia. Somente no Estado do Rio de Janeiro, foram mais de 18 mil negociações.
“A queda no ritmo de crescimento da inadimplência não é coincidência: ela caminha lado a lado com o aumento expressivo nos acordos fechados nos últimos meses. Quando o consumidor encontra condições melhores para negociar, ele volta a organizar as contas antes que a dívida se acumule ainda mais”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
Educação financeira é peça-chave para sustentar o movimento
Neste momento, a educação financeira se faz muito necessária, sendo o papel central nesse processo.
“Renegociar a dívida resolve o problema imediato, mas é a educação financeira que evita que ele volte a se repetir. Por isso, sempre buscamos ajudar os brasileiros com conteúdo sobre educação financeira, cenário de crédito e demais informações que ajudem o consumidor a entender melhor o seu dinheiro, evitando que o ciclo do endividamento se repita”, complementa Aline.