Por Johnnata Joras
Em uma audiência realizada nesta segunda-feira (15), na 4ª Vara Cível de Petrópolis, foi informado que a dívida do Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro (Sehac) com os fornecedores, aumentou para cerca de R$ 28.711.007,14. O dado foi apresentado durante a sessão que voltou a debater a situação da saúde de Petrópolis. O valor até o dia quatro de novembro chegava a pelo menos R$ 24.000.000,00.
A audiência marcou mais um capítulo da novela da saúde do município de Petrópolis. Na sessão, além das dívidas relacionadas ao Sehac com fornecedores, o foco foi abordar os insumos e materiais hospitalares.
De acordo com o presidente do Sehac, Luiz Cruzick, até nove de dezembro, a dívida com fornecedores aumentou para cerca de R$ 28,7 milhões. Outro débito relevante é dos empréstimos consignados dos servidores da saúde. A pendência com os bancos chega a R$ 1.193.226,03 e segundo Cruzick, ainda não há negociação com as instituições financeiras.
Cruzick ainda informou que a instituição aguarda a chegada de recursos para que a dívida possa ser amenizada. Segundo ele, todas as equipes das unidades que são gerenciadas pelo Sehac, atuam dentro das possibilidades em um trabalho de economicidade.
Além da dívida com fornecedores, existem valores a serem pagos em relação as férias de funcionários. Cruzick relatou que referente ao período de setembro, há R$ 307.402,33 em débito, já em relação a outubro, são R$ 328.953,34 e novembro, R$ 94.882,68. No total, são cerca de R$ 731 mil. No entanto, Cruzick informou também, que após entrar em contato com o secretário de Saúde, Aloísio Barbosa, o Sehac recebeu R$ 1 milhão para pagamentos de itens mais urgentes.
Alimentação
Ainda sobre os fornecedores, existem as empresas que enviam as proteínas e outros gêneros alimentícios às unidades gerenciadas pelo Sehac. E por isso durante a sessão, essa questão foi debatida. Segundo a nutricionista do Sehac, as entregas de proteínas acontecem nas terças-feiras, mas até a última segunda-feira (15), ainda não havia estoque de carnes vermelhas e brancas. Com isso, foi necessário servir ovo mexido com bacon aos pacientes.
Além do prato principal, as unidades também fornecem uma sobremesa aos pacientes e no caso de segunda-feira, foi servido paçoca, item que chamou a atenção do magistrado.
Apesar dos problemas relacionados ao fornecimento, Cruzick ressaltou que houve pagamentos nos valores de R$ 345 mil às empresas. Além disso, por enquanto, não há bloqueio de internações, nem cancelamentos de cirurgias. O presidente da instituição informou também que o Sehac manteve o corpo clínico, sem alterações de profissionais.
É importante lembrar que o Sehac é responsável por gerir o Hospital Alcides Carneiro (HAC), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cascatinha, Centro e Itaipava, além de Unidades Pré-Hospitalares da Posse e de Pedro do rio.