No fim da tarde deste sábado (27), um novo desplacamento de blocos rochosos foi registrado na região do Ingá, na Posse. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram acionados.
De acordo com a Prefeitura, de Petrópolis, o desplacamento na região do Ingá, no distrito da Posse, ocorreu em uma área já isolada e interditada em razão de desplacamentos anteriores, sem registro de feridos. As equipes seguem no local monitorando a situação. A Prefeitura informou que continua adotando todas as medidas necessárias para prevenção e segurança dos moradores.
Histórico de desplacamentos na região
A localidade do Ingá, no distrito da Posse, em Petrópolis, enfrenta há mais de uma década um problema recorrente de desplacamentos e quedas de rochas. Na manhã de 10 de março deste ano, três episódios foram registrados, gerando apreensão entre moradores após a circulação de imagens nas redes sociais.
Os episódios mais recentes reforçam um histórico de ocorrências semelhantes. Entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, deslizamentos voltaram a atingir imóveis já interditados, provocando interdições de vias e a remoção preventiva de moradores. Em situações anteriores, como em 2022 e 2019, casas foram atingidas e dezenas de imóveis precisaram ser evacuados por medida de segurança, ainda que sem registros de vítimas graves.
De acordo com explicações técnicas da Defesa Civil, os desplacamentos estão associados a processos naturais de intemperismo, como chuva, variações de temperatura, vento e sol, que ao longo do tempo enfraquecem o maciço rochoso. Estudos do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) apontam que se trata de um processo contínuo e inerente à dinâmica geológica da região, o que mantém o Ingá como uma área suscetível a novos episódios.
Na época, Prefeitura de Petrópolis informou que, desde 2014, 85 imóveis permanecem interditados na localidade e 56 famílias estão incluídas no programa de Aluguel Social. O poder público reconheceu que se trata de um problema histórico e afirma que segue monitorando a área, analisando o histórico de ocorrências e avaliando soluções para garantir mais segurança e estabilidade às famílias que vivem no entorno.