Iniciativa criada em 2012 leva informação sobre o papel da população na transfusão
O projeto petropolitano Pró-Medula está há mais de 10 anos realizando um papel de grande importância na saúde brasileira. Desde o ano de 2012, quando foi fundado pela médica petropolitana Gabriela Mesquita, na Cidade Imperial, a iniciativa voluntária tem atuado como uma importante captora de doadores.
História do projeto
Um dos organizadores do projeto, Anderson Rodrigues, explica que a ideia para a criação do Pró-Medula surgiu quando a fundadora foi abordada por uma criança, durante uma viagem para Teresópolis. “Na época Gabriela fazia faculdade de medicina, e foi abordada por uma criança com leucemia, que precisava de doação de medula, e estava fazendo a própria campanha. Naquela época era um assunto era um assunto pouco abordado, até mesmo na faculdade, e foi uma situação que acabou a comovendo”, contou. Naquela situação, a menina não tinha parentes compatíveis, e por isso buscava um possível doador. É importante destacar também, que o paciente que não possui um doador consanguíneo fica em uma situação difícil, visto que a chance de encontrar alguém compatível fora da própria família, e 1 a cada 100 mil pessoas. “Então ela decidiu fazer uma campanha para ajudar essa criança, e ali iniciou o que hoje é o projeto Pró-Medula”, contou.
Atuação
Nos quase 14 anos de existência, os voluntários do Pró-Medula realizaram diversas campanhas itinerantes de conscientização, divulgação, e orientação sobre a doação de medula. Além de ações em hemocentros para mobilização da população sobre a doação de sangue, e da participação em outros grandes eventos. “O projeto acabou sendo “apadrinhado” pelo empresário Ruben Medina, um dos proprietários do Rock in Rio, e hoje o Pró-Medula é uma das partes sociais do festival. Ele até brinca e diz que a nossa parceria é “vitalícia”. A gente participou das edições do Rock in Rio em 2017, 2019, 2022 e 2024, e agora estamos se preparando para participar nessa edição de 2026”.
Devolução
Desde a criação do projeto, os voluntários do Pró-Medula tiverem contato com diversos doadores, e com histórias de diferentes pessoas que precisavam de doação. “A gente aprende e cresce muito, seja no âmbito pessoal ou espiritual. Ao longo dos anos nós temos contato com muitas pessoas vitoriosas, que superam a doença. E hoje em dia, a maioria dos voluntários do Pró-Medula são pessoas que se curaram, são pessoas que conseguiram doadores, pessoas que conseguiram superar a doença.”
Visibilidade
Quando o projeto surgiu, ele foi pioneiro, mas gradativamente a doação de medula óssea tem ganhado mais espaço dentro da sociedade. “Lá em 2012, o Pró-Medula foi o pioneiro, quase não se falava sobre o assunto. Mas hoje em dia, graças a internet, ao poder da mídia, as pessoas têm tido mais acesso a informações sobre o assunto. Mas mesmo com esses avanços, o alcance ainda é pequeno perante o que essas pessoas precisam”, concluiu. Por isso o Pró-Medula continua atuando trazer ainda mais informação e apoio para população. Tanto para possíveis doadores, quanto para aqueles que precisam de doação.
Para conhecer mais sobre o projeto, e sobre suas ações basta acessar o Instagram ou Facebook do projeto, pelo perfil @promedula.
Texto por Hugo Petersen