Em uma ação de monitoramento dos guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) no Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida (MONA), em Petrópolis, equipes do órgão ambiental resgataram nove exemplares da rara e ameaçada Worsleya procera, conhecida como Imperatriz do brasil ou Rabo-de-galo. Os exemplares, extraídos ilegalmente, foram encontrados escondidos em duas sacolas plásticas à beira de uma trilha, na última quarta-feira (14/1). A planta, cobiçada no mercado internacional de ornamentais, é endêmica do estado do Rio de Janeiro e sofre intensa pressão do tráfico. “A extração irregular de plantas nativas configura crime ambiental. O instituto reforça o monitoramento constante em nossas unidades de conservação e contamos com o apoio da população no combate a este tipo de delito. A perda de espécies endêmicas é irreparável e empobrece o patrimônio natural do Estado – pontuou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Os agentes ambientais realizavam o manejo de trilhas quando se depararam com as sacolas abandonadas. Ao verificarem, encontraram os exemplares. Possivelmente, o material foi escondido por criminosos para ser retirado em um momento de menor movimentação na unidade de conservação, que é aberta à visitação pública. Após o resgate, agentes executaram a melhor medida de proteção possível: o replantio. As 9 mudas foram devolvidos ao seu habitat natural em locais de difícil acesso, protegendo-as de uma nova extração ilegal.
A espécie
A Worsleya procera é uma das plantas mais procuradas quando se fala em tráfico de flora. Endêmica do estado do Rio de Janeiro, ela ocorre naturalmente em locais como a própria Mona. A espécie, que tem registros científicos há um século e meio, sofre intensamente com a extração ilegal para fins de ornamentação e comércio, especialmente no mercado asiático
Criado pela Lei nº 9.756 de julho de 2022 e com 7.803 hectares de Mata Atlântica, o Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida abrange parte do município de Petrópolis. A unidade de conservação foi criada com o objetivo de preservar remanescentes de Mata Atlântica, fortalecer o corredor ecológico do bioma no Estado do Rio e assegurar a estabilidade de encostas e áreas suscetíveis a deslizamentos, reduzindo os riscos de assoreamento de rios, entre outros.