Capacitação com boneco de alta fidelidade já beneficiou cerca de 1.500 profissionais, reforçando a segurança no cuidado ao paciente
Para aprimorar a formação de acadêmicos de medicina e profissionais de enfermagem, o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), na Penha, mantém uma Sala de Treinamento e Simulação voltada à prática clínica em ambiente controlado. O espaço reproduz situações reais de atendimento, com uso de boneco simulador de alta fidelidade, de ambos os sexos, permitindo a execução de procedimentos como ressuscitação, broncoaspiração, intubação, passagem de sondas, entre outros.
Os treinamentos ocorrem duas vezes por semana, com duração de 60 minutos por turma. A sala é equipada com desfibrilador, monitor cardíaco, soro e medicamentos. Durante as atividades, o orientador acompanha os profissionais a partir de uma sala de comando, conduzindo e avaliando as manobras em tempo real. Cada simulação envolve cerca de dez participantes — cinco em atuação direta e outros cinco acompanhando a atividade por meio de monitor de TV. Em pouco mais de dois anos, cerca de 1.500 profissionais já passaram pela capacitação.
Segundo o coordenador de Educação do HEGV, Márnio Mesquita, a proposta é desenvolver habilidades técnicas em um ambiente seguro, antes da aplicação no atendimento ao paciente.
“O espaço foi criado em 2023 com o objetivo de aprimorar a técnica e a tomada de decisão no atendimento real. Já realizamos mais de 253 simulações, o que aumenta a confiança dos profissionais e contribui para um cuidado mais seguro”, explica.
A técnica de enfermagem do centro cirúrgico, Gabriela de Carvalho, de 23 anos, destaca a importância da capacitação para a prática diária. Ela participou, em 2024, de um treinamento voltado à segurança do paciente.
“Aprendemos, por exemplo, que o paciente não pode entrar no centro cirúrgico com adornos como unhas de gel, cílios postiços, apliques de cabelo ou roupas íntimas, pois o uso do bisturi elétrico pode causar queimaduras. Também reforçamos cuidados simples, como manter as grades elevadas após a anestesia para evitar quedas. São orientações que aplico no dia a dia para prevenir eventos adversos”, relata.
Ao simular situações de risco e até a ocorrência de eventos adversos, a Sala de Treinamento e Simulação antecipa cenários críticos e prepara os profissionais para agir de forma rápida e segura, reduzindo danos e qualificando ainda mais a assistência prestada aos pacientes.