Por Johnnata Joras
O preço máximo de revenda da gasolina aditivada em Petrópolis chegou a R$ 6,99 na primeira semana de março. No mesmo período, a gasolina comum alcançou o valor de R$ 6,89 na Cidade Imperial. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Levantamento mostra que os valores seguem pressionados por fatores internacionais que afetam o mercado de combustíveis. Os dados também apontam um aumento em relação ao mesmo período de 2025 e impacto no orçamento de motoristas da cidade.
Preço impactado pela guerra
O aumento do barril de petróleo é causado pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além das tensões no entorno do Estreito de Ormuz. O local é um corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo.
Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na primeira semana de março de 2026, o preço médio de revenda da gasolina comum foi de R$ 6,82 e o máximo chegou a R$ 6,89. Ainda na cidade, a gasolina aditivada registrou preço médio de revenda de R$ 6,89. Outro dado que chama atenção é que o valor máximo da aditivada chegou a R$ 6,99.
Comparativo
No mesmo período do ano passado, o preço médio de revenda da gasolina aditivada na Cidade Imperial era de R$ 6,63 e o máximo, de R$ 6,89. A diferença no valor médio, quando comparado aos números mais recentes, é de R$ 0,26. Já o valor máximo registrou aumento de R$ 0,10.
É importante lembrar que Petrópolis é uma das cidades próximas e influenciadas pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc).
Altos preços afetam contas dos petropolitanos
O motorista de ônibus, Roney Martinho, destacou que a gasolina está cara e impacta nas contas no fim do mês. “Está um preço caro e chega no fim do mês, fica difícil para a gente. O valor está acima do normal, mas é torcer para melhorar”, disse Roney.
Para o professor de educação física, Daniel Accon, a gasolina já está cara e a tendência é aumentar ainda mais. “Gasolina está bastante cara aqui em Petrópolis e chega no fim do mês, sempre dói. A gente que precisa do carro e não é só conforto, gasolina está um absurdo. Infelizmente, a tendência é só aumentar”, comentou Daniel.