Curso tem duração de 60 horas e ocorre semanalmente por meio de encontros presenciais no Palácio Itaboraí
O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/Fiocruz Petrópolis iniciou, neste mês de agosto um novo curso de formação em controle social e participação popular em Atenção Primária à Saúde para Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs). O objetivo é contribuir para a qualificação das práticas em saúde nos territórios, com foco no fortalecimento da participação social mediante a escuta ativa da comunidade.
O curso é resultado de um acordo de cooperação entre a Fiocruz Petrópolis e a Secretaria Municipal de Saúde e tem carga horária de 60 horas, com encontros semanais, no Palácio Itaboraí, sede da Fiocruz Petrópolis. A formação oferece aos participantes subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento de estratégias de apoio e articulação com a comunidade. Nesta turma, estão inscritos agentes das comunidades de Vila Rica, Bingen, Caxambu e Corrêas. Ao todo, são 36 profissionais.
A aula inaugural ocorreu na sexta-feira, dia 21, e contou com uma mesa de abertura formada por Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí; Fabíola Heck, superintendente da Atenção Primária, representando a Secretaria de Saúde; Maria Zenith Carvalho, coordenadora da Atenção Primária; e Simone Sisnando, coordenadora da Vigilância Ambiental.
“Esperamos que todos aproveitem ao máximo e participem o mais ativamente possível desta atividade. Nossa doutrina, nosso dogma é a escuta. Então, sintam-se à vontade, critiquem, apoiem, construam, da maneira que vocês acharem mais conveniente”, disse Felix ao recepcionar os profissionais.
Fabíola destaca a importância desses profissionais dentro do contexto territorial. “Os agentes de saúde representam o elo entre a gestão e a comunidade, e esta formação possibilita ampliar o olhar para o território. Não só como atuar com as doenças, mas com a promoção da saúde. É um conhecimento diferenciado para lidar com as vulnerabilidades, com a dinâmica do território. Esse curso amplia e fortalece outras práticas de saúde que não são só o atendimento assistencial. Agradecemos a oportunidade por estarmos de novo nesse espaço da Fiocruz. Sabemos que todo novo conhecimento traz também uma outra visão daquilo que a gente faz. Então, desejo que todos tenham uma boa formação”, afirma.
Coordenadora da Atenção Primária, Maria Zenith comentou sobre a importância da parceria entre a Fiocruz e a Secretaria de Saúde e reforçou que a formação em controle social e participação popular permite uma maior aproximação dos profissionais com os territórios onde eles atuam. “A gente só constrói no coletivo e temos que pensar nesse coletivo com um olhar ampliado, não de quem quer levar a solução, mas de quem quer construir junto uma solução”, acredita.
Simone Sisnando acrescentou que é fundamental o fato de esta formação considerar o trabalho integrado entre os Agentes Comunitários de Saúde e os de Combate às Endemias. “O curso tem tudo para conseguir, aos poucos, mudar a realidade dos territórios, fortalecer a comunidade e integrar as equipes. Se a gente se apoia, fortalece a comunidade onde atua”, ressalta.
A primeira aula, ministrada por Felix Rosenberg, abordou o conceito de Determinação Social da Saúde e a importância da Intersetorialidade no combate às inequidades em Saúde. Ao longo da formação, serão apresentados conceitos teóricos e práticos relacionados à tecnologia social, com destaque para o Diagnóstico Rápido Participativo (DRP), a Cartografia Social e o Teatro do Oprimido. As metodologias serão trabalhadas como ferramentas que podem contribuir para a compreensão das realidades dos territórios e para a construção coletiva de estratégias de promoção da saúde.