Casos de SRAG associados à Covid-19 também aumentam no estado do Rio
Por Gabriel Rattes
Foram confirmados nesta última semana mais três casos da nova subvariante Ômicron EG.5.1.3 (conhecida como Éris) na cidade do Rio de Janeiro. Os pacientes tiveram início dos sintomas entre os dias 12 e 15 de agosto. As amostras coletadas foram analisadas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais (LVRE) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). E segundo ao último Boletim InfoGripe, divulgado nesta última quinta-feira (14), os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Covid-19 também aumentaram no estado do Rio de Janeiro.
Com as confirmações, são seis casos identificados da subvariante na capital. Todos seguem em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde da capital. A SES-RJ monitora a situação e reforça a recomendação para que todas as pessoas que ainda não tomaram a dose da vacina bivalente procurem os postos de saúde.
Boletim InfoGripe
O último Boletim Infogripe divulgado nesta quinta-feira (14), também destaca o crescimento de casos de SRAG associados à Covid-19 na região Sudeste e Centro-Oeste. E segundo o coordenador do Boletim e pesquisador, Marcelo Gomes, o Rio de Janeiro é o estado onde este indício está mais claro, e o crescimento se observa nas faixas etárias da população adulta. “É fundamental a vacina no braço dentro da recomendação atual das doses de reforço. Caso não esteja em dia, busque o posto de saúde mais próximo. Assim, esse ciclo de crescimento de Covid-19 que estamos começando a observar será de menor impacto. O risco fica bem menor com a vacina, principalmente, para evitar o desenvolvimento de casos graves”, enfatiza.
Em relação à testagem, o pesquisador orienta a quem apresentar um quadro de resfriado ou sintomas gripais (como dificuldades respiratórias, tosses, espirros e desconfortos no corpo) permanecer em repouso ou procurar um posto de saúde. “Essas medidas são importantes não só para a recuperação, mas também para diminuir a circulação de vírus respiratórios na nossa população, seja por causa da Covid-19 ou qualquer outro vírus respiratório”. Gomes reforça ainda que para quem apresentar esses sintomas e tiver que sair de casa, o uso da máscara de proteção é imprescindível.