Na manhã desta terça-feira (19), um coletivo que fazia a linha 518 – Atílio Marotti, não chegou a sair nem do Centro da cidade. O ônibus quebrou por volta das 11h30, a poucos metros do Terminal Rodoviário do Centro, precisando passar por reparos. Quem vive em Petrópolis e depende do transporte público enfrenta quebras diárias, principalmente em coletivos das viações Cascatinha e Petroita.
O coletivo quebrou no lado par da Rua do Imperador, na altura do colégio Cenip. O ônibus ficou parado por aproximadamente 15 minutos e os reparos foram realizados no local. Os petropolitanos garantem que situações como esta não são nada incomuns.
“Eu uso essa linha Atílio Marotti todo dia e sempre quebram. Sem contar o atraso… a gente fica dependendo do ônibus e nada… ou seja, está quebrado ou está atrasado”, disse a cuidadora, Regina Lima.
Outra reclamação, além dos atrasos e quebras constantes, é o sobre valor da tarifa. A passagem de ônibus em Petrópolis, hoje, custa R$ 5,30 e R$ 5,15 no cartão Riocard. Para quem depende do transporte coletivo afirma que o serviço não vale o preço que é pago.
“É um absurdo a gente pagar esse valor e receber o serviço que recebe. Os ônibus estão caindo aos pedaços. Eles que deveriam pagar a gente por ter coragem que andar nesses ônibus”, disse Regina.
“Os ônibus da PetroIta sempre foram ruins. Depois que a garagem pegou fogo, piorou. Aí a gente anda em ônibus que as poltronas tão caindo, o teto também cai, as janelas… Um preço absurdo por esse serviço horrível”, disse a diarista Fernanda da Silva.
Também na manhã desta terça-feira, um outro ônibus da viação cascatinha quebrou próximo a Praça Dom Pedro, também no Centro da cidade. No documento do veículo, foi possível constatar que o coletivo já ultrapassou o tempo permitido de circulação. De acordo com uma resolução da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), microônibus só podem circular por, no máximo, oito anos. Este coletivo quebrado já está nas ruas desde 2011.
Por Raphaela Cordeiro/ Imagens Marlus Renato