Por Gabriel Faxola
Um grupo de estudantes de geografia, da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ-FFP), está causando um impacto significativo no campo da prevenção de desastres naturais com o uso de geotecnologias aplicadas à modelagem de dados ambientais. O estudo apresentado durante o Rio Innovation Week promete revolucionar a maneira como as autoridades lidam com a prevenção de desastres e a gestão ambiental.
A pesquisa, chamada de “Geotecnologias Aplicadas à Modelagem de Dados Ambientais e Prevenção de Desastres Naturais”, liderada pelos estudantes de geografia da UERJ-FFP, campus de São Gonçalo, combina técnicas de geoprocessamento, sensoriamento remoto e modelagem de dados ambientais para prever e diminuir os impactos causados por desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra. “Esse estudo inicia com o levantamento de dados da Defesa Civil que organizamos e montamos representações, e a partir delas analisamos melhor a área estudada. O projeto está sendo desenvolvido há dois anos, e tem o prazo de entrega de quatro anos. O intuito final é divulgar para a população como funcionam esses eventos climáticos, e se eles estão propícios a acontecer na região delimitada”, explicou o estudante Alex Junior.
Os resultados do estudo já estão sendo aplicados na porção leste da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, com enfoque no Rio Marimbondo. “Usamos este espaço pelo tamanho e por estar localizada próxima ao campus onde estudamos, conseguimos fazer uma base de dados maior já que o espaço é limitado”, completou o estudante Breno Pereira.
Caso o desenvolvimento do projeto seja aprovado, a expectativa é que o estudo se expanda ao longo de todo o estado. À medida que o mundo enfrenta desafios cada vez maiores relacionados às mudanças climáticas e aos desastres naturais, o estudo realizado pelos alunos da UERJ oferece uma luz no fim do túnel. A integração de geotecnologias avançadas na prevenção de desastres pode salvar vidas, proteger o meio ambiente e criar comunidades mais seguras e resilientes.