O verão chegou na última sexta-feira (22) e com ele as altas temperaturas e as chuvas torrenciais. Segundo o Meteorologista do INMET/RJ, Thiago Sousa, na temporada as temperaturas serão mais elevadas e poderão ou não ser ocasionadas por novas ondas de calor, em decorrência da atuação do El Niño até o fim do verão, em março de 2024, no Oceano Pacífico leste.
O aumento do calor pode apresentar riscos à saúde da população, especialmente às crianças, idosos, ou indivíduos que possuem alguma comorbidade, durante esses picos térmicos é preciso redobrar os cuidados com a saúde, devido à maior perda de líquidos e de sais minerais pela transpiração, sendo as crianças, os idosos e a população em situação de rua os mais sensíveis a essas perdas. Conforme estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), bebês, crianças, mulheres grávidas e idosos são suscetíveis ao estresse térmico, que ocorre quando o corpo não consegue se manter numa temperatura normal de 36,5ºC.Para enfrentar essa onda de calor a orientação para bebês e crianças é oferecer líquido com frequência, lembrando que a água deve ser sempre filtrada ou fervida, para os Idosos, maiores de 65 anos, pessoas doentes, especialmente cardíacos ou com pressão alta, acamados, portadores de doenças crônicas, cardiovasculares, respiratórias, mentais, renais, diabetes, alcoolismo e pessoas que tomam medicamentos de uso contínuo é necessário se hidratar com frequência, a não ser que haja contraindicação médica.
Além do calor extremo as chuvas fortes que ocorrem na estação também são uma preocupação, de acordo como meteorologista Thiago Sousa, em Todo o Estado do Rio de Janeiro as chuvas vão acabar acontecendo de maneira mais irregular e mal distribuídas, mas, períodos com chuva constantes de 2 a 5 dias seguidos não podem ser descartadas também. Para mais, essas chuvas quando ocorrem no meio da tarde pro início da noite vem em forma de temporais, acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo, ocasionando alagamentos e deslizamentos de terras, típicos da estação de verão no Rio e principalmente na região serrana do Estado.
O choque entre o calor e o refresco repentino trazido pela chuva podem afetar diretamente o solo. Thiago explica que o solo pode ser afetado por essas variações de diversas maneiras, influenciando seus processos físicos, químicos e biológicos. Dentre os principais impactos estão: Expansão e Contração do Solo; Erosão do Solo; Alterações Químicas e Compactação do Solo. Esses feitos dito acima não são maléficos, eles contribuem para manutenção do ciclo de vida no ambiente, “Em resumo, a interação entre o calor e a chuva desempenha um papel fundamental nos processos do solo, influenciando a estrutura, a composição química, a atividade biológica e a capacidade de suporte à vida vegetal. Esses fenômenos são parte integrante do ciclo hidrológico e têm implicações importantes para a sustentabilidade do ecossistema.”, disse Thiago Sousa.
por *Leandra Lima/Imagem: Tânia Rego / Agência Brasil