Palhaços levam riso, alegria e afeto para ambientes hospitalares
Palhaçaria é a arte que utiliza o humor, o cômico e outras ferramentas para entreter e causar reflexões sociais. Dentre as coisas extraordinárias do fazer está o riso, que é considerado pela ciência como um anestésico da dor, por conter endorfina e serotonina. O ato de rir também está entrelaçado a felicidade em casos específicos e a esperança, algo bem significativo no ambiente hospitalar. Com esse sentimento o projeto “Acalanto – Risos, Afetos e Encontros”, que leva alegria para pacientes em alas hospitalares.
A articulação é realizada por profissionais de artes cênicas dos grupos Palhastônicos e Andança. A atuação no hospital foi viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e conta com parceria do Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase/FMP). A proposta do grupo é melhorar o bem-estar dos pacientes por meio da alegria, auxiliando a equipe de saúde no processo de recuperação. O projeto é composto pelos artistas: Andressa Hazboun (palhaça Flor), Dalus Gonçalvez (palhaço Tunico), Madson José (palhaço Careca), Léo Gaviole (palhaço Mortandela) e Renata Alves (palhaça Marmelada).
Cuidado
O nome da ação carrega um significado que remete ao cuidado. “O nome evoca o cuidado, o carinho e a delicadeza, princípios fundamentais da nossa atuação”, enfatizou o coordenador do projeto, Léo Gaviole. A proposta, segundo Léo, é levar a arte da palhaçaria para dentro dos hospitais, promovendo encontros afetuosos e transformadores entre palhaços e pacientes, familiares e profissionais da saúde.
A proposta é fundamentada em pesquisas que comprovam os benefícios da prática artística em unidades de saúde. Com o patrocínio da GE Aerospace, parceria da APPO, Unifase e Hospital de Ensino Alcides Carneiro e apoio do SEHAC e da Prefeitura de Petrópolis, o grupo de artistas visa proporcionar novas experiências aos pacientes.
E também foi inspirada em projetos como Doutores da Alegria e Enfermaria do Riso, coordenado por Ana Achcar na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Ana trabalha desde 1998 na formação de estudantes de teatro para atuação como palhaços em unidades de saúde. Segundo a profissional, a palhaçada no hospital deixa marcas de força, de superação, de um olhar renovado sobre aquela realidade.
Além do trabalho de atuação em campo, o projeto oferece formação em palhaçaria em ambiente hospitalar para alunos da Unifase, oficinas para o público em geral e vivências para as equipes de saúde dos territórios de atuação.
Por Leandra Lima
Foto Richard Stoltzenburg/CM