A Polícia Civil indiciou quatro homens e um adolescente envolvidos no crime cometido em janeiro, em Copacabana
A Polícia Civil, por meio da 12ª DP (Copacabana), indiciou quatro homens e um adolescente envolvidos no estupro coletivo de uma jovem, em Copacabana, na Zona Sul. O crime aconteceu em janeiro deste ano.
De acordo com os agentes, a vítima relatou que recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela. No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.
Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão dos homens, que responderão pelo crime de estupro e apreensão de um adolescente, que responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.
Diligências seguem em andamento para capturar e responsabilizar os envolvidos.
Em nota, divulgada nas redes sociais, O Serrano Futebol Clube informou que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil.
O Clube destacou ainda que entende a gravidade da situação e reforçou que repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência.
O atleta está afastado e seu contrato foi suspenso, e que está acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação.
A equipe do Correio está tentando contato com a defesa do atleta do Serrano FC. Mas para o portal de notícias G1, a defesa informou que: “João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação”.
Foto Divulgação Pcerj
*** Atualização feita às 12h35