O transporte público de Petrópolis voltou a gerar preocupação, medo e incerteza entre os usuários. A 4ª Vara Cível antecipou a audiência que discutirá a situação do sistema após dois episódios envolvendo a Turp na última semana: o incêndio em um ônibus na Avenida Ipiranga e a apreensão de outro coletivo pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os acontecimentos reacendem um alerta sobre a estabilidade da operação e levantam uma pergunta inevitável: se a empresa não conseguir manter o serviço, qual será a alternativa para evitar um novo colapso no transporte público do município? A preocupação não surge por acaso. Antes da decretação da caducidade dos contratos das empresas Petro Ita e Cascatinha, ainda na gestão do ex-prefeito Rubens Bomtempo, ônibus das duas concessionárias também foram atingidos por incêndios.
Licenciamento atrasado
Embora cada caso tenha suas particularidades e as causas devam ser analisadas individualmente, a sucessão de episódios faz a população recordar um período de profunda crise no transporte coletivo da cidade. O ônibus que pegou fogo na Avenida Ipiranga estava com o licenciamento vencido e havia ultrapassado o limite máximo de operação de 12 anos estabelecido pela regulamentação da CPTrans. Situação semelhante foi registrada em veículos que incendiaram no bairro Quitandinha, em 2023.
Turp opera grande parte das linhas
Esses fatos reforçam o debate sobre a idade da frota, a fiscalização e as condições de segurança oferecidas aos passageiros. O cenário desperta outra preocupação. Atualmente, a Turp responde por uma parcela significativa da operação do transporte coletivo em Petrópolis. Caso a empresa deixe de prestar o serviço, o município dispõe de um plano de contingência? Há outras empresas com capacidade operacional para absorver imediatamente as linhas? A Prefeitura teria condições de ampliar os contratos emergenciais existentes ou seria necessária uma nova contratação?
Perda de dois coletivos
Essas perguntas ainda não têm respostas claras. Enquanto isso, passageiros convivem diariamente com a incerteza sobre a continuidade do serviço e aguardam medidas que garantam segurança, regularidade e previsibilidade ao transporte público. Cabe ressalta ainda que a empresa perdeu dois coletivos que operavam no município. Somadas as objeções acima, as localidades em que os coletivos operavam serão repostas?