Por Leandra Lima
O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se contrário à candidatura de Joacir Barbaglio, mais conhecido como Joa, na disputa pelo cargo de deputado federal pelo PSD. Para o órgão, o registro de candidatura merece ser indeferido. Joacir, que não declarou bens à Justiça Eleitoral, é ex-prefeito impugnado de Três Rios. Ele foi condenado por improbidade administrativa por receber e pagar valores indevidos a vereadores enquanto era presidente da Câmara Municipal de Três Rios.
Em 2025 Joa deixou o cargo do executivo trirriense, e quem assumiu o cargo foi Jonas Dico (PSD) após ser eleito com 16.182 (40,19%) votos válidos, na eleição suplementar, que aconteceu no domingo, 5 de outubro de 2025, com a coligação “Três Rios Não Pode Parar”, que uniu os partidos Podemos e Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A nova configuração se deu após o TRE-RJ, indeferir a candidatura do então ex-prefeito por improbidade administrativa, referentes ao período em que ele presidia a Câmara do município.
Na manifestação, o MPF cita ainda a condenação do candidato no Recurso Eleitoral nº 0600657-76.2024.6.19.017, relacionado à captação e ao gasto ilícito de recursos. Na ocasião, Joa teve o mandato de prefeito de Três Rios cassado. Esse processo correu no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), onde a Corte votou pela cassação do ex-prefeito de Três Rios, e do vice, Jaqueson Martins, por uso ilegal de recursos da campanha eleitoral de 2024 ligados ao pagamento de materiais de campanha conhecidos como santinhos da chapa dos políticos, o que é popularmente conhecido como “caixa 2”.
A decisão partiu de uma representação da coligação adversária “É Por Amor a Três Rios, É Por Você”, do candidato Vinícius Farah, que denunciou a chapa de Joa por utilizar a conta de campanha do Partido Republicanos para contratar serviços gráficos subfaturados.
Pela produção de quase 2 milhões de materiais impressos e santinhos distribuídos na campanha, as notas fiscais registraram o valor de R$ 5.858 pelos itens. Porém, os orçamentos de mercado para essa quantidade ultrapassaram R$ 110 mil, entre 15 e 20 vezes mais do que o apresentado pela chapa do ex-prefeito, que já havia tido o mandato cassado por improbidade administrativa, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso o município passou por uma uma eleição suplementar, que definiu o novo chefe do Executivo, em 2025, sendo ele Jonas Dico (PSL).
Frente ao caso, Joa disse que as denúncias eram infundadas e apenas com motivação política, alegando ainda apoio ideológico da gráfica em que produziu os materiais.
Agora, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que a análise é feita pela Corte Eleitoral fluminense durante o julgamento do registro.
A reportagem entrou em contato com Joacir, mas não recebeu uma resposta até o fechamento desta edição.