Por Leandra Lima
Dando sequência a série especial de entrevistas com candidatos a deputado estadual e federal na corrida das eleições gerais de 2026, previstas para acontecer em outubro, no dia 4, que possuem vínculo com Petrópolis, a entrevistada da vez é Claudia Respeita. Pré-candidata do PSB, ela tenta uma das 70 vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), defendendo o fortalecimento de políticas públicas para mulheres, mais investimentos na saúde voltada para o grupo e uma maior integração dos órgãos públicos no combate a eventos climáticos extremos na Serra.
Entrevista
Correio Petropolitano: O transporte público é um dos principais problemas enfrentados pela população de Petrópolis, com reclamações sobre qualidade dos serviços, idade da frota, frequência das linhas, custos e situação dos contratos. Como deputado estadual/federal, quais medidas você pretende defender para melhorar o transporte público de Petrópolis e da Região Serrana?
Claudia Respeito: Os problemas no transporte público afetam diretamente a qualidade de vida, principalmente para o acesso ao trabalho. É preciso realizar fiscalização efetiva junto às gestões municipais, bem como planejamento, implementação e avaliação de ações que melhorem a qualidade do serviço.
CP: Petrópolis enfrenta dificuldades históricas na área da saúde, incluindo o financiamento dos hospitais, a sobrecarga da rede e a necessidade de ampliar o acesso a atendimentos e procedimentos especializados. Quais são suas prioridades para melhorar a saúde pública do município e como pretende atuar para ampliar os recursos destinados à cidade?
CR: A saúde é o maior bem da vida. Investir em saúde é investir em qualidade de vida. É necessário que o Estado aplique os recursos estabelecidos para a saúde nos municípios, bem como o cumprimento da programação pactuada. Fortalecer políticas de saúde para mulheres, pessoas idosas e com deficiência.
Valorização dos profissionais
CP: A educação municipal enfrenta desafios relacionados à infraestrutura das unidades, valorização dos profissionais, qualidade do ensino e oferta de vagas. Quais medidas você considera prioritárias para a educação de Petrópolis e da Região Serrana e que papel pretende exercer na busca por recursos e investimentos?
CR: A educação é direito fundamental, pois a escola é o que há de melhor para os escolares. Fiscalizar e criar políticas para custear a manutenção e saneamento dos prédios escolares, bem como o abastecimento. Garantir acesso à escola em tempo integral. Valorização dos profissionais.
CP: As chuvas e os desastres climáticos continuam sendo uma preocupação para Petrópolis e outros municípios da Região Serrana. Que propostas você defende para ampliar os investimentos em prevenção, drenagem, contenção de encostas, monitoramento e resposta a emergências, evitando que ações ocorram somente depois das tragédias?
CR: Os desastres climáticos que assolam a região devem ser encarados como eventos recorrentes, sendo necessário construir estratégias de prevenção e mitigação constantes. É imprescindível fortalecer a Defesa Civil e as ações intersetoriais, com a saúde, educação e assistência social.
CP: Grande parte dos problemas de Petrópolis exige articulação entre Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal. Como você pretende atuar, caso eleito, para garantir que Petrópolis tenha acesso a recursos, programas e investimentos dos governos estadual e federal, independentemente de alianças políticas?
CR: A gestão é tripartite, assim como o legislativo. É necessário estabelecer articulação institucional para o bem-estar e desenvolvimento das cidades. É para isso que serve a política, para melhorar a vida das pessoas, através de pactos estabelecidos com planejamento participativo.
CP: Caso seja eleito, cite até três compromissos concretos que você pretende assumir com Petrópolis e que possam ser acompanhados pela população ao longo do mandato. Quais resultados você considera possível entregar nos primeiros dois anos de atuação?
CR: Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Valorizar os profissionais. Construir políticas públicas efetivas para mulheres, pessoas idosas e com deficiência. É possível através da consolidação de ações intersetoriais, realização de concurso público, e cuidado do meio ambiente.