Sentir dor no peito durante esforço ou repouso, cansaço e/ou falta de ar ao deitar são alguns dos sintomas de doenças cardiovasculares graves. Diante desses sinais, é preciso procurar atendimento cardiológico imediato e, posteriormente, definir uma linha de investigação ou tratamento se necessário.
Entre as condições do coração, Dr. Renato José de Souza e Silva, cirurgião cardíaco do Hospital Santa Teresa, tem observado muitos pacientes com doenças ateromatosas coronarianas obstrutivas, caracterizadas pelo acúmulo de placas de gordura na parede interna das artérias que reduz o espaço para a passagem do sangue e pode levar ao infarto. “As lesões obstrutivas são mais propensas em pacientes com fatores de risco não controlados, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada”, explica.
De acordo com o especialista, ultimamente, os pacientes estão chegando até a cirurgia em quadros mais graves. Enquanto os jovens estão apresentando doenças cardiovasculares com mais frequência, os idosos aparecem com um maior número de comorbidades. Entre os procedimentos mais realizados na unidade petropolitana, estão as cirurgias de troca ou plastia valvar e de revascularização do miocárdio para a realização de pontes de safena, mamária e radial, enxertos para transpor lesões obstrutivas e criar uma via alternativa de fluxo sanguíneo.
“O momento da intervenção é muito importante: esperar a doença ficar grave para procurar ajuda pode significar perder a oportunidade de tratar o problema em uma fase em que o coração ainda tem maior capacidade de recuperação”, comenta o cirurgião cardíaco.
*Arritmias e as mudanças no batimento cardíaco*
Outra condição bastante prevalente, que afeta mais de 20 milhões de brasileiros, é a arritmia. As arritmias mais predominantes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), são as extrassístoles. Porém, entre as arritmias sustentadas (aquelas com mais de 30 segundos de duração), a mais prevalente no cenário mundial é a Fibrilação Atrial. “No consultório essa ocorrência se mantém, mas tenho observado um crescimento considerável nos pacientes com Fibrilação Atrial. Há ainda outros diagnósticos frequentes, como as taquicardias supraventriculares e o Flutter Atrial, condições em que as alterações elétricas originadas na parte superior do coração (os átrios) faz com que este passe a bater muito rápido e fora do ritmo normal ao longo da vida”, explica o Dr. Tayene Quintella, arritmologista do Hospital Santa Teresa.
Os sintomas mais comuns são: palpitações ou coração acelerado, falta de ar, tonteira e desmaio. Já o tratamento varia muito para cada tipo de arritmia e pode incluir remédios, ablação ou implante de dispositivos. Na maioria das vezes os pacientes também precisam adotar mudanças nos hábitos de vida e tratamentos de outras comorbidades.
Enquanto algumas arritmias estão relacionadas a estruturas cardíacas que existem desde o nascimento, outras estão relacionadas diretamente a hábitos de vida. Para frear o desenvolvimento da condição e de outros problemas cardiológicos, é necessário ter hábitos de alimentação saudável, controle da glicose, colesterol e triglicerídeos, prática de exercícios físicos, ter um sono regular, evitar fumar a todo custo e reduzir o consumo de álcool. “A prevenção começa antes da doença se manifestar, com controle dos fatores de risco e hábitos saudáveis ao longo da vida”, explica o Dr. Tayene.
*Hospital Santa Teresa oferece estrutura completa para tratamentos cardiológicos*
Com 150 anos de atividade, o Hospital Santa Teresa é referência na Região Serrana, oferecendo uma estrutura integrada de serviços de cuidado cardiovascular com laboratório de hemodinâmica, cirurgia cardíaca e UTI coronariana. Segundo o Dr. Felipe Kessler, responsável pelo serviço de cardiologia intervencionista do hospital, essa estrutura funciona 24 horas por dia e sete dias por semana para o atendimento de doenças cardiovasculares, oferecendo um corpo médico de excelência e uma estrutura física com arsenal tecnológico de ponta para oferecer o melhor tratamento possível para os pacientes.
“Estamos preparados para o tratamento de diversas condições como a doença coronariana aterosclerótica aguda e crônica, bem como alterações das valvas cardíacas. Todos os procedimentos realizados no laboratório de hemodinâmica são minimamente invasivos, o que torna a recuperação mais rápida no intra-hospitalar, facilitando a reabilitação e o retorno à vida normal após a alta”, explica o médico.
Na hemodinâmica, por meio do atendimento rápido, é possível reverter, até mesmo, os casos mais graves de infartos. “Quando falamos de infarto agudo do miocárdio, costuma-se dizer que ‘tempo é músculo’. A rápida identificação do quadro clínico e o direcionamento para a terapia correta reduzem sequelas no coração e até mesmo a mortalidade. Nestes casos, as oclusões nas artérias são desfeitas com uso de balões e implante de stents farmacológicos, para manter o melhor resultado possível a médio e longo prazo”, explica.
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