Por Leandra Lima
No próximo domingo, 4 de outubro, milhares de brasileiros vão às urnas para decidir os próximos governantes que vão preencher os cargos de deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. Diante deste cenário, o Correio Petropolitano consultou no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o perfil do eleitorado petropolitano, composto majoritariamente por mulheres.
Os dados cruzados do TSE apontam que, no perfil eleitoral mensal, as mulheres compõem 54% dos que votam, correspondendo a cerca de 129.864 eleitores. Já os homens representam cerca de 46%, somando 109.420 eleitores. Apesar de ser maioria, o grupo feminino segue sendo a minoria eleita na cidade. O resultado revela uma tendência persistente nas escolhas dos eleitores: a preferência por homens brancos e figuras já conhecidas no meio político.
Esse cenário decorre da inserção tardia das mulheres na vida pública, um processo que deu seus primeiros passos concretos em 1932, com a garantia do direito de voto feminino. Soma-se a isso o impacto de estigmas machistas, que retardam ainda mais o avanço político das mulheres.
Essa discussão é atual, principalmente no cenário nacional, já que a minoria no senado é mulher. Uma pesquisa realizada em 2023 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontou que 84,45% da população manifesta algum tipo de preconceito contra o gênero feminino.
No recorte específico sobre a política, o estudo constatou que cerca de 39,9% dos brasileiros nutrem preconceito contra a liderança feminina, o que se reflete tanto no resultado das urnas quanto no tratamento dado às pautas de interesse das mulheres no âmbito público.
Essa realidade torna-se ainda mais evidente a cada pleito. Uma análise das eleições de 2024 feita pelo Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP), da Câmara dos Deputados, revela que, dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, apenas 27 cumpriram a cota mínima de 30% e máxima de 70% de candidaturas por sexo, conforme estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outro recorte
Em Petrópolis, os solteiros também compõem a maior base do eleitorado, sendo 64% do público; os casados somam 29%. Outro dado importante é a faixa etária dominante, que é entre 45 e 49 anos; a seguinte é de 40 a 44 anos e, em seguida, de 30 a 34 anos. Os jovens (entre 25 e 29 anos) são minoria, sendo superados pela terceira idade (entre 70 e 74 anos). Dentro desse aspecto da juventude, as mulheres seguem sendo a maior parte do eleitorado, somando 6.867, enquanto os homens somam 6.186.
Além disso, entre os eleitores que declararam raça e cor ao TSE, a maior parte é composta por pessoas brancas (53,51% – 20.796) e pardas (29,91% – 11.625). A minoria declarada é composta por pessoas negras (16,04% – 6.233), amarelas (0,36% – 138) e indígenas (0,19% – 72).