Cerca de 130 estudantes, professores, artistas e representantes da comunidade escolar participaram nesta segunda e terça-feira (27 e 28 de abril) da abertura da I Feira Literária da rede municipal de ensino. O evento aconteceu no Centro de Cultura Raul de Leoni e reuniu escolas da primeira região em uma programação voltada à literatura, à cultura popular e à formação cidadã.
Tradicionalmente promovida nos distritos, com apresentações realizadas na Posse, a Feira passou a contar, em 2026, com um novo formato e maior abrangência. A proposta levou as atividades para a área central da cidade, ampliando o acesso do público e fortalecendo a integração entre unidades escolares da rede municipal.
Com o tema “Entre versos e cordéis: literatura e consciência”, a programação teve como eixo a literatura de cordel associada ao debate sobre o combate ao bullying dentro do ambiente escolar.
Na segunda-feira, os estudantes do primeiro segmento do Ensino Fundamental participaram de atividades de contação de histórias. Já na terça-feira, alunos do segundo segmento do Liceu Cordolino Ambrósio participaram de uma oficina em formato de roda de conversa, promovendo reflexões sobre convivência, cultura e expressão literária.
A programação também contou com apresentações culturais como do sanfoneiro Breno Sanches, do Coral Canta Gunnar, do grupo de teatro da Escola Monsenhor Gentil e de projetos desenvolvidos por professores da rede. As atividades envolveram música, leitura, teatro e interação entre os estudantes.
“A feira literária representa um espaço de encontro entre educação, leitura e cultura popular. Trabalhar a literatura de cordel dentro das escolas também permite discutir convivência, respeito e consciência coletiva entre os estudantes”, afirmou a secretária de Educação, Poliana Ferrarez.
A literatura de cordel esteve presente em diferentes momentos da programação, aproximando os alunos de uma expressão tradicional da cultura brasileira. As atividades buscaram incentivar a leitura, a produção textual e a construção do pensamento crítico por meio da oralidade e da arte popular.
“Quando os alunos participam de atividades culturais e artísticas, eles também desenvolvem formas de expressão, escuta e participação. A escola precisa ser um espaço de acesso ao conhecimento e à cultura em diferentes linguagens”, concluiu a secretária.