Por Gabriel Rattes
Mais de cinco meses após o prazo anunciado pelo então ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo prefeito Hingo Hammes (PP), a ligação provisória entre os bairros Bingen e Quitandinha continua sem sair do papel. A operação, apresentada como uma solução emergencial para reduzir os congestionamentos na cidade, deveria começar a ser testada logo após o carnaval, mas, até esta segunda-feira (27), não há qualquer informação oficial sobre o início da medida.
O anúncio foi feito em 15 de janeiro, durante a passagem de Renan Filho por Petrópolis, quando ele ainda ocupava o cargo de ministro dos Transportes. Na ocasião, ao lado do prefeito Hingo Hammes,foi informada a criação de uma comissão técnica entre o ministério, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Prefeitura para definir os detalhes operacionais da ligação provisória, considerada estratégica para melhorar a mobilidade urbana até a execução da obra definitiva.
A demora volta a chamar atenção em um período de grande movimento na cidade. Durante a 37ª Bauernfest, entre junho e julho, e neste fim de semana, com o Festival do Chocolate, motoristas enfrentaram longos congestionamentos nas principais vias de Petrópolis.
Testes previstos
Em janeiro, Renan Filho informou que os testes ocorreriam inicialmente entre 17h e 19h, horário de maior fluxo. Hingo Hammes explicou que a proposta havia sido apresentada em 2021, mas foi interrompida após a tragédia das chuvas de 2022. A Prefeitura ficaria responsável pela instalação de barreiras do tipo New Jersey e pelo reforço da sinalização viária.
Impacto esperado
A expectativa é que a ligação provisória reduza o fluxo de veículos em alguns dos principais gargalos da cidade, oferecendo uma alternativa para quem precisa acessar a BR-040 sem passar pelo Centro e diminuindo o tempo de deslocamento, especialmente durante grandes eventos turísticos.
Em resposta ao Correio Petropolitano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que autorizou a implantação da ligação provisória em caráter experimental por 90 dias durante reunião realizada em 25 de fevereiro deste ano. Segundo a corporação, desde então não recebeu qualquer nova comunicação do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ou da concessionária Elovias sobre o andamento da medida. A PRF afirmou ainda que, do ponto de vista da instituição, a operação pode ser iniciada a qualquer momento, desde que haja comunicação prévia dos órgãos responsáveis.
Até o momento, o Ministério dos Transportes, a ANTT e a Prefeitura de Petrópolis não divulgaram uma nova previsão para o início dos testes nem informaram oficialmente quais etapas ainda impedem a implantação da operação.