Na última terça-feira (4), entidades do movimento estudantil realizaram uma verdadeira blitz nos gabinetes da Câmara Municipal de Petrópolis, entregando uma carta às vereadoras e aos vereadores em defesa da derrubada do veto do prefeito ao projeto que cria o Fundo Municipal da Tarifa Zero. A mobilização buscou dialogar diretamente com os parlamentares antes da votação prevista para hoje (6).
A carta, assinada por representantes da União da Juventude Socialista (UJS), União da Juventude Rebelião (UJR), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), Associação dos Estudantes do Estado do Rio de Janeiro (AERJ) e União dos Estudantes de Petrópolis (UEP), defende que a derrubada do veto representa um passo decisivo para garantir o direito à mobilidade e ampliar o acesso da população à educação, à saúde, ao trabalho, à cultura e ao lazer.
Ao longo do dia, os estudantes percorreram os gabinetes da Casa Legislativa, protocolando o documento e conversando com assessores e vereadores. A ação reforçou o pedido para que o Legislativo priorize o interesse público e restabeleça o projeto aprovado anteriormente pela Câmara.
No documento, as entidades afirmam que a decisão “vai muito além do transporte público”, pois representa uma escolha sobre o modelo de cidade que Petrópolis pretende construir. Segundo a carta, a Tarifa Zero significa assegurar que o direito de ir e vir não dependa da condição financeira da população.
O presidente da UJS Petrópolis, Daniel Beatriz, destacou que a mobilização demonstra a unidade das juventudes em torno da pauta.
“Estamos realizando uma blitz nos gabinetes para que cada vereador e cada vereadora recebam diretamente o apelo das juventudes de Petrópolis. O Fundo da Tarifa Zero é o primeiro passo para transformar o transporte em um direito e não em um privilégio. Esperamos que a Câmara esteja ao lado da população e derrube esse veto.”
As entidades também argumentam que milhares de estudantes e trabalhadores deixam de acessar direitos diariamente devido ao alto custo das passagens, sendo obrigados a escolher entre estudar, procurar emprego, realizar atividades culturais ou simplesmente permanecer em casa.
A votação do veto acontece na próxima quinta-feira (6). A expectativa do movimento estudantil é que a Câmara derrube o veto do Executivo e permita a criação do Fundo Municipal da Tarifa Zero, considerado pelas entidades um instrumento fundamental para iniciar a implementação da política de transporte público gratuito em Petrópolis.