Por Evelyn Carvalhes
A 4ª Vara Cível realizou, nesta última quinta-feira, dia 06 de agosto, uma audiência para acompanhar a intervenção na Turp após uma série de ocorrências envolvendo a empresa, como princípios de incêndio em ônibus, um coletivo destruído pelas chamas e a apreensão de um veículo pela PRF. Durante a audiência, representantes da CPTrans, Turp, Ministério Público e Sindicato dos Rodoviários discutiram as causas dos incêndios, a falta dos Relatórios Mensais de Operação (RMO), a situação financeira da empresa e a segurança dos passageiros. O presidente da CPTrans, Luciano Moreira, afirmou que um dos princípios de incêndio foi provocado pelo travamento da lona de freio, outro por um curto-circuito na parte elétrica do farol dianteiro e que o incêndio que destruiu completamente um ônibus ainda está sendo apurado.
Intervenção da Prefeitura nos ônibus da TURP
Luciano também destacou que a intervenção conseguiu estabilizar o serviço em relação às paralisações, com salários pagos em dia e regularização de repasses do FGTS. Por outro lado, reconheceu que os resultados financeiros e operacionais ainda são limitados. Já a promotora de Justiça Vanessa Katz, fez duras críticas à situação do transporte público. Ela afirmou que o problema é estrutural e destacou que, em 25 anos de atuação no Ministério Público, nunca havia visto um ônibus incendiar no meio da rua.
Ata será encaminhada para a 105ª delegacia
A promotora também questionou se a população está, de fato, segura para utilizar o transporte público e informou que vai solicitar uma vistoria completa em toda a frota. Ao final da audiência, a Justiça determinou que a CPTrans realize uma inspeção técnica detalhada em todos os ônibus da Turp e apresente um relatório em até 10 dias. Os veículos reprovados por falta de segurança deverão ser retirados de circulação. A ata da audiência também será enviada à 105ª Delegacia de Polícia para apuração de possíveis crimes relacionados ao incêndio que destruiu um ônibus.