Entidade acompanha propostas apresentadas em encontro político no distrito e destaca que soluções para o trânsito precisam sair do debate e avançar para a execução
A mobilidade urbana de Itaipava, uma das principais bandeiras da UNITA – Unidos por Itaipava desde a criação da entidade, voltou a ocupar espaço no debate público e nas discussões sobre o futuro do distrito. Em encontro realizado nesta terça-feira (11), em Itaipava, com a participação de candidatos nas eleições deste ano, o tema esteve entre as questões apresentadas como prioritárias para a região. Dois projetos importantes foram destacados na reunião: retomada do alargamento da Agante Moço e a ponte que vai ligar a BR-040 à BR-495 que pode ser antecipada no cronograma da concessionária Elovias. A reunião, com moradores e empresários locais, teve a presença dos candidatos ao governo do Estado, Eduardo Paes; ao Senado, Pedro Paulo; à Câmara Federal, Hugo Leal e o presidente da Câmara Vereadores, Junior Coruja.
Presente ao encontro, o presidente da UNITA, Alexandre Plantz, destacou que a entidade participa de discussões como essa para apresentar demandas concretas e acompanhar os compromissos assumidos em torno de soluções para a mobilidade do distrito.
“É importante perceber que a mobilidade de Itaipava deixou de ser apenas uma reivindicação da comunidade e passou a fazer parte de plataformas e discussões mais amplas. Isso mostra que a pauta que a UNITA vem defendendo desde a sua criação está ganhando a dimensão que precisa ter. Mas o nosso papel continua sendo o mesmo: apresentar propostas, cobrar soluções e acompanhar cada iniciativa, independentemente de quem esteja no poder”, afirma Plantz.
Entre os projetos discutidos está a retomada da obra da Rua Joaquim Agante Moço, nos fundos do Parque de Exposições. A intervenção prevê o alargamento e a pavimentação da via, criando uma alternativa para a circulação de veículos e contribuindo para desafogar a Estrada União e Indústria, principal eixo viário do distrito.
A obra foi iniciada em 2024, mas acabou paralisada. Atualmente, emenda parlamentar do deputado Hugo Leal já liberada para a intervenção e o projeto está em trâmite junto à Caixa Econômica Federal para que os recursos sejam direcionados e os trabalhos possam ser retomados. A entidade vem acompanhando o processo e cobrando a conclusão da intervenção, considerada estratégica para a mobilidade de Itaipava.
Para a UNITA, a Agante Moço também precisa ser pensada como parte de uma solução mais ampla. No prolongamento da via, já próximo à região de Bonsucesso, a associação defende a construção de uma ponte que permita uma nova ligação viária, proposta que vem sendo discutida em conjunto com outras entidades, como a NovAmosanta, além de profissionais das áreas de engenharia e arquitetura.
“A Agante Moço sozinha já representa um avanço, mas podemos pensar em uma solução muito maior se conseguirmos conectá-la a outras intervenções. A ideia é criar alternativas reais para o motorista, distribuindo melhor o fluxo e reduzindo a dependência da União e Indústria”, explica Plantz. Neste sentido, Eduardo Paes, vem defendendo que o governo do Estado contribua com intervenções como esta para melhorar a mobilidade do distrito.
Outra frente considerada prioritária pela entidade é a antecipação da implantação da chamada ponte em diamante na altura do Bramil, criando uma ligação entre a BR-040 e a BR-495. A intervenção está prevista no âmbito da nova concessão da BR-040 com conclusão prevista somente em 2030. Para antecipar a obra, Hugo Leal anunciou que protocolou solicitação junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Ministério dos Transportes.
“A mobilidade precisa ser tratada com planejamento e visão de futuro. Não podemos esperar que os problemas se agravem para depois buscar alternativas. Itaipava cresceu, a circulação aumentou e as soluções precisam acompanhar esse crescimento”, afirma o presidente da UNITA.
A entidade também destaca que a participação em encontros com representantes de diferentes correntes políticas não significa apoio ou vinculação a candidaturas. A UNITA se define como uma associação apartidária e apolítica e afirma que irá manter o seu posicionamento diante de qualquer agente público que assuma projetos com o distrito.
“O nosso compromisso é com Itaipava. Vamos dialogar com quem estiver disposto a ouvir, apresentar projetos e trabalhar por soluções. Depois, vamos acompanhar, cobrar e verificar o que efetivamente avançou. O que importa para a UNITA é que as propostas saiam do papel e contribuam para melhorar a qualidade de vida de quem vive, trabalha e circula pelo distrito”, aponta Alexandre Plantz.