Todo mundo já ouviu histórias de heróis, inclusive, quando se lembra que, nem sempre eles usam uma capa, como nos filmes. Desta vez, quem ganhou este papel de protagonismo foi a cadelinha Pipoca. Na noite do dia dez de agosto, Verônica, Arthur e as duas filhas, estavam em casa durante uma ventania que atingiu a região do Cônego, em Nova Friburgo. Por volta das 19h, Arthur foi até a garagem, para colocar o carro em um local mais seguro, quando ouviu um estalo.

“No momento exato em que me aproximava do veículo, ouvi um estrondo muito forte e vi o tronco caído no vidro do motorista, exatamente onde eu estaria”, explicou o veterinário, Arthur de Oliveira.
O carro de Arthur ficou parcialmente destruído, assim como parte do telhado da casa onde a família vive. Os transtornos só não foram piores graças a cadelinha Pipoca, que estava dentro de casa e alertou com latidos e uivos que havia algo errado. A família então se afastou da parte da casa que foi atingida pelo grande tronco, e por sorte ninguém se feriu.
“O nosso bairro é muito arborizado. Na mesma noite caíram outras árvores em telhados da região. E momentos antes da nossa ser atingida a Pipoca avisou!”, contou aliviado.

Além do alerta feito pela cadelinha, uma imagem de nossa senhora, que o casal mantém na sala de estar e ficava na mesma janela onde caíram os galhos da árvore, ficou intacta. Verônica e Arthur acreditam que ela os tenha protegido do pior. Em agradecimento, eles fizeram um oratório com um dos troncos da árvore. “A santinha ficou intacta. Perante toda a destruição e perigo, a santinha também nos protegeu”, disse.
Durante a tragédia em Petrópolis, o casal criou um projeto chamado Grão de Areia para arrecadar doações para as vítimas das chuvas. Verônica é natural de Petrópolis, e sentiu que precisava ajudar de alguma forma, mesmo não morando mais na cidade imperial. Hoje, o casal é quem pede ajuda, por meio de uma vakinha em https://www.vakinha.com.br/3041673.
Arthur, Verônica, as duas filhas, Pipoca e o gatinho Tum Tum estão a salvo e unem forças para se superar o prejuízo financeiro.
Por Raphaela Cordeiro