De autoria da Deputada Estadual do Rio de Janeiro, Elika Takimoto, o projeto de tornar o Bunka-Sai em patrimônio imaterial, histórico e cultural, foi aprovado nesta última semana na Alerj, e o texto já foi encaminhado para autógrafo do Governador Cláudio Castro. Realizado em Petrópolis, no Rio de Janeiro, o festival é uma comemoração anual da cultura japonesa. “Somos o país de maior população japonesa fora do Japão. Um festival como esse celebra essa amizade entre os dois países”, enfatiza Takimoto em suas redes sociais.
Em Sessão Ordinária do dia 17 de agosto, a Deputada Estadual Veronica Lima, representando a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal do Brasil (CCJ) e a Comissão de Cultura, apresentou parecer favorável. Também o presidente da Comissão de Turismo, Deputado Estadual Júlio Rocha, apresentou parecer favorável. Assim, o projeto foi aprovado com unanimidade e encaminhado para ser sancionado.
De Nippon Matsuri para Bunka-Sai
Em 2008 foram realizados vários eventos no Brasil e no Japão, para comemorar o centenário da imigração japonesa. Em função disso, alguns representantes da imigração japonesa fundaram a Associação Nikkei de Petrópolis. Então, a Associação organizou a realização do “Petrópolis Nippon Matsuri” (Festival do Japão em Petrópolis), de 12 a 20 de julho de 2008, que foi um grande sucesso.
Com o êxito alcançado, o Nippon Matsuri foi renomeado como “BUNKA-SAI” (Festival da Cultura Japonesa) e tornou-se um evento permanente no calendário cultural da cidade, realizado entre os dias 17 e 20 de agosto.
História Japão-Petrópolis
A relação entre o Japão e a cidade de Petrópolis remonta ao Tratado de Amizade, de Comércio e de Navegação, assinado em 5 de novembro de 1895, em Paris, iniciando oficialmente as relações diplomáticas entre Brasil e Japão. Dois anos depois, o tratado foi ratificado e, assim, foi instalada a Legação do Japão em Petrópolis, marcando a primeira representação diplomática japonesa no país, na casa que fica na Avenida Sete de Abril n° 609, onde hoje está sediada a Pousada Dom Petrópolis.
Atualmente, a Legação possui um espaço em parceria com a Associação Nikkei de Petrópolis, onde são expostas peças que contam um pouco mais sobre a imigração japonesa para o Brasil (Museu do Japão).
Cerejeiras
Além do próprio “Museu do Japão”, a cidade também tem como herança as árvores cerejeiras, que florescem uma vez ao ano, floração essa que dura cerca de 15 dias, sempre em julho ou agosto, na temporada de inverno.
As cerejeiras começaram a surgir em Petrópolis em 1995, quando quatro agremiações nikkeis do estado, em comemoração aos 100 anos da assinatura do “Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão”, plantaram 300 mudas de “sakura” em Petrópolis. Na ocasião, além do Lago do Quitandinha, também foram plantadas mudas no Museu Imperial e no Palácio Rio Negro.
Por Gabriel Rattes/Arquivo: Associação Nikkei Petrópolis