Nesta segunda-feira (4), o Secretário de Estado de Governo, Bernardo Rossi, e representantes da empresa Engeprat, anunciaram que a segunda etapa das obras do Túnel Extravasor, em Petrópolis, vai começar ainda neste mês de setembro. Com as chuvas do dia 15 de fevereiro e 20 de março de 2022, as galerias do túnel cederam e muitos buracos se abriram ao longo da via, colocando muitas casas e pessoas em risco. Esta etapa vai custar cerca de R$ 41 milhões e vai levar cerca de um ano e meio para ser concluída.
“Hoje foi uma reunião para tirar dúvidas e saiu daqui uma comissão de moradores para nesses 18 meses fazer perguntas, tirar dúvidas e esse diálogo que vai fortalecer uma melhor obra e uma forma melhor de conduzir uma dessa magnitude. É uma obra muito importante para toda cidade. É uma vitória, uma conquista”, disse o secretário Bernardo Rossi.
A primeira fase das obras foi responsável pela requalificação do fluxo hidráulico, desobstrução e desassoreamento do túnel e foram finalizadas no mês de março, deste ano. A próxima fase prevê obras nas comportas, além de jateamento de concreto para proteção em volta das paredes e no teto, além da concretagem no fundo do túnel.
A recuperação do Túnel Extravasor faz parte de um acordo homologado pela Justiça, a pedido do Ministério Público do Estado, para a implementação de um sistema de macrodrenagem para reduzir os alagamentos no Centro de Petrópolis. A obra de reforço estrutural na galeria prevê investimentos num total de mais de R$ 74 milhões.
Para os moradores da região, a continuação da obra é um alívio, já que, a conclusão das intervenções vai aumentar a segurança e minimizar o risco para os imóveis construídos nas ruas que ficam acima da galeria. “Muito alívio, uma sensação de tirar um peso das costas. Já estamos brigando por essa obra há 27 anos. Hoje recebemos essa notícia com prazos e um estudo, é um encerramento de ciclo e começando outro”, disse o eletrotécnico Hélito Fráguas.
O Túnel Extravasor tem cerca de 3,5 km e é um importante sistema que desvia as águas do Rio Palatino, do Centro da cidade, para o Rio Piabanha, no Itamarati. Por isso, a obra do equipamento é tão importante, não só para os moradores da região, mas para toda a população petropolitana.
Foto e texto por Raphaela Cordeiro