Dados divulgados pelo novo Caged, do Governo Federal, apontam que Petrópolis permanece com saldo positivo de empregos criados em julho. No sétimo mês do ano, o município teve 2.405 admissões e 2.110 desligamentos, o que gerou um saldo positivo de 295 novas oportunidades. A indústria liderou o ranking de geração de vagas na região. Foram 189 novas vagas criadas em julho, seguido pela construção que foi responsável por 44 novas oportunidades. Em terceiro lugar aparece o comércio com também 44 oportunidades a mais, e por fim o setor de serviços criou 21 postos de trabalho. A agropecuária foi o único setor que fechou o mês com saldo negativo, foram três vagas a menos. Nas ruas a opinião ficou dividida se está fácil ou não conseguir o emprego desejado no município.
Ainda segundo o Caged, no primeiro semestre deste ano, a cidade gerou 1.228 postos de trabalho. Em julho, o setor de serviços teve o maior número de desligamentos de trabalhadores. Foram 1.032 demissões. Em contrapartida, houve 1.053 admissões. Em segundo lugar, o comércio aparece com 644 desligamentos e 668 contratações. A indústria teve 253 desligamentos e 442 admissões. A construção foi responsável por 174 demissões e 218 admissões. Já a agropecuária foi o único setor que teve menos contratações que demissões, sendo 4 e 7, respectivamente.
Apesar disso, os petropolitanos reclamam das dificuldades de conseguir aquela vaga desejada na cidade. “Está muito difícil! E hoje em dia também não vale a pena trabalhar de carteira assinada. As pessoas trabalham muito e recebem pouco”, lamenta o motoboy, Vinícius Magalhães
Já outros pensam que o que falta é mão de obra qualificada. “Não está difícil de encontrar vagas, as pessoas precisam aproveitar as oportunidades que aparecem”, disse a auxiliar de serviços gerais, Janaína Gomes.
O segurança, Gabriel Weber, pensa da mesma forma. “Depende da área de atuação e qualificação. As vezes aparecem vagas, mas as pessoas não querem devido a carga horária”, disse.
Já no estado do Rio de Janeiro, foram criados 12.710 novos postos de trabalho criados, em julho. No acumulado do ano, já são 86.899 empregos formais gerados. Com isso, o estado passou para a segunda posição no ranking nacional de geração de empregos, com carteira assinada.
De acordo com o Observatório do Trabalho, todos os setores de atividade econômica apresentaram saldo positivo de vagas em julho, com destaque para os de serviços responsável por 55,2%, a construção (22%), e comércio com 12%. no indicador por faixa etária e escolaridade, os jovens de 18 a 24 anos, e aqueles com ensino médio completo, lideram as contratações na região fluminense.
por Larissa Martins