No mês de agosto, o preço da cesta básica de alimentos apresentou queda em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em comparação a julho. No Rio de Janeiro, o preço da cesta básica caiu 2,1%, mas mesmo assim o Rio está em 4º lugar entre as capitais onde o preço dos itens essenciais permanece elevado. No mês passado foi necessário investir R$722,78 do salário para garantir a alimentação básica de uma família.
Segundo a pesquisa, o leite integral, a batata, a carne bovina de primeira, o tomate e o pão francês contribuíram para a queda de preço na cesta básica, em agosto. Por outro lado, no mesmo mês, o feijão preto e o arroz agulhinha, registraram aumento no preço. De janeiro até agosto, o valor da cesta caiu 4,0% na capital, o índice ficou mais alto que a média nacional, que ficou em – 3,1%.
Levando em consideração a determinação constitucional, de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação e outras necessidades básicas, o Dieese estima que o valor do salário mínimo necessário, em agosto, deveria ser de R$ 6.389,72.
O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica, passou de 111 horas e 08 minutos, em julho, para 109 horas e 01 minuto, em agosto. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo, após o desconto de 7,5%, referente à previdência social, o trabalhador comprometeu em média 53,57% do salário, para comprar os produtos.
Foto: Marlus Renato