O fim do ano chegou e com ele as festividades, fechamentos de ciclos, confraternizações de empresas e grupos encontros entre famílias, entre outras experiências que podem ser vivenciadas durante o período de Natal e Ano Novo. Essas datas remetem a alegria, mas também podem ser sinônimo de tristeza e depressão. É exatamente em dezembro que as pessoas olham para o ano que passou e analisam o que aconteceu com elas durante, pensam se conseguiram realizar seus objetivos e metas e se tudo fluiu de acordo com as expectativas geradas em cima delas mesmas, além disso é comum que muitos se sintam solitários, irritados e estressados dentro do mês. Em muitos casos esse compilado de sentimentos e o desapontamento de não ter vivido aquilo que foi planejado, leva a “Dezembrite”, que nada mais é que a Síndrome do fim de ano. A psicóloga Keila Braga explica que muitos indivíduos se sentem mal por não conseguirem se ver em uma nova posição no fim de ano, e isso faz com elas pensem que o mesmo se repetirá no novo ciclo que está por vir.
Afinal o que é a síndrome do final de ano, ela está relacionada com o aumento de casos de angústia, burnout, depressão, distúrbios, entre outros sintomas relacionados a fadiga e ao estresse entrelaçados ao fim do ano, por ser justamente um período de reflexão e cobranças consigo e para com outros. Estudos recentes mostram que após a pandemia esse fenômeno atinge mais parcelas sociais, pois se tem um choque entre a realidade e as expectativas. O aumento da fome e da pobreza também estão ligados com a síndrome, o que atravessa muitas famílias.
Sintomas da Síndrome
Os sintomas mais comuns são angústia, sensação de vazio, irritabilidade, sentimentos de fracasso, tristeza, insônia, ansiedade, fraqueza, dores de cabeça e no corpo. Os sintomas podem evoluir consequentemente para um isolamento social, crescimento do uso de drogas e bebidas alcoólicas e depressão profunda.
Frente a isso a psicóloga Keila Braga fala que é importante que as pessoas se perdoem e sigam para o novo ano com uma mentalidade positiva, pois guardar mágoa e estresse faz mal para a mente e para o corpo físico.
O correio entrevistou 12 pessoas que relataram que com a proximidade do natal estão sentindo pelo menos 3 sintomas da dezembrite e não conseguem se libertar totalmente da culpa de não ter batido todas as metas feitas, além disso muitos se sentem mal por ter tudo para passar o fim de ano com a família sem faltar nada enquanto outros não vivem a mesma realidade.
Estudiosos alertam que é necessário criar uma mentalidade forte e buscar ajuda especializada durante o fim do ano para que a condição não sabote as ações do indivíduo, durante o percurso da vida no novo ano.
por *Leandra Lima/Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil