De acordo com o 2° boletim sobre o panorama da dengue no estado do Rio de Janeiro, divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, o índice de incidência da doença, que é a relação do número de casos por 100 mil habitantes, 8 cidades apresentam patamares elevados, acima de 200 casos. Sendo elas: Itatiaia, Natividade, Italva, Resende, Rio das Ostras, Comendador Levy Gasparian, Porto Real e Três Rios.
Os dados apontam que dentro da região Centro-Sul do Estado, a maior parte dos municípios está com transmissão acima do esperado, com Três Rios concentrando o maior volume de casos. A Vigilância Ambiental do município registrou até dezembro do ano passado, 1.049 casos suspeitos de dengue, tendo 296 confirmados e 2 infecções por chikungunya.
Combate
Com um alto índice de casos a Prefeitura de Três Rios montou na última semana, um esquema para combater a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya. A ação consiste em reuniões semanais organizadas por profissionais da saúde, que irão se reunir semanalmente com representantes das secretarias de apoio para monitorar os casos. Além do trabalho de prevenção nos bairros com o carro fumacê, a equipe vai atuar com o inseticida UBV, que segundo eles, é mais eficaz.
O coordenador da Vigilância Ambiental do município, Saulo Paschoaletto, ressaltou que a população pode ajudar a cessar a proliferação do mosquito. “É importante que todos estejam atentos, fiscalize os vasos de plantas, pneus, dentre outros possíveis recipientes que podem acumular água.”, disse.
Do encontro semanal vão participar representantes da Secretarias de Saúde, Drenagem Urbana e Conservação e de Comunicação. O Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, ficará responsável por dar suporte nos casos mais graves.
Transmissão
Conforme o Ministério da Saúde, o vírus da dengue (DENV) é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui 4 sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. O vírus passa para o homem principalmente por via vetorial, ou seja, pela picada das fêmeas de Aedes aegypti infectadas, por via vertical, de mãe para filho durante a gestação e transfusional que é raro acontecer.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
Sintomas
O Ministério dita como principais sintomas da dengue: febre alta; dor no corpo e articulações; dor atrás dos olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática e apresentar quadro leve. Os sinais de alarme são assim chamados por sinalizar o extravasamento de plasma ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito.
A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. O órgão federal enfatiza que ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Prevenção
É recomendado como medidas de proteção individual proteger as áreas do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas; usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas do corpo. Também pode ser aplicado sobre as roupas.
O uso deve seguir as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação. Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações de até 10% de DEET, no máximo 3 vezes ao dia; utilizar mosquiteiros sobre a cama e usar telas de proteção em portas e janelas.
Por *Leandra Lima/Imagem: Arquivo/ Agência Brasil