Uma das maiores tragédias socioambientais da Região Serrana, completou 13 anos nesta quinta-feira (11). As cidades de Nove Friburgo, Teresópolis e Petrópolis foram as cidades mais afetadas. Mas ainda há pessoas que aguardam por uma nova moradia.
Ao todo, foram 918 mortes registradas. Somente em Teresópolis, foram 392 vítimas, 180 pessoas continuam desaparecidas e 80 locais foram afetados. No dia cinco de janeiro de 2023, a prefeitura decretou o dia 11 de janeiro como feriado municipal, em homenagem às vítimas das tragédias. Foram mais de 35 mil desabrigados.
Em Petrópolis foram 71 óbitos confirmados e a luta por moradia permanece 13 anos depois. A tragédia levou a criação do primeiro núcleo comunitário de defesa civil em Petrópolis e as consequências dramáticas de tanta destruição são discutidas até hoje. Para se ter uma ideia, em 2023, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro se reuniu com o estado e a prefeitura de Petrópolis para debater sobre ações preventivas.
Após a audiência no dia 26 de julho de 2023na 4ª Vara Cível, o MPRJ conseguiu um acordo para o reflorestamento das encostas no Vale do Cuiabá, uma das localidades mais afetadas, em Petrópolis, cujo 120 famílias ainda aguardam por uma casa nova. Em São José do Vale do Rio Preto, 70 famílias também aguardam por uma nova moradia, assim como em Sumidouro.
Em Teresópolis, o número é ainda maior, 500 famílias esperam por um recomeço e apesar da demora, nesta quinta-feira (11), a Secretaria de Estado de Habitação anunciou uma licitação para a construção de 500 unidades habitacionais no município. O investimento de R$97,7 milhões e vai tirar do papel a segunda fase do complexo, que já abriga cerca de 7 mil moradores. “Toda secretaria se empenhou bastante nessa licitação e já separamos os recursos. Quando o Orçamento 2024 abrir, poderemos dar andamento para que a população possa ver as máquinas e operários trabalhando nessa obra, esperada há 13 anos”, afirma Bruno Dauaire, Secretário de Estado de Habitação de Interesse Social. A previsão é que as obras sejam iniciadas em fevereiro.
No entanto, 350 famílias atingidas em 2011 permanecem no Aluguel Social. Segundo Cláudia Renata Ramos, Presidente da Comissão das Vítimas das Tragédias, a unidade de Teresópolis era aguardada desde 2018. “Até agora foram 5.692 famílias contempladas com as unidades habitacionais, no entanto algumas unidades tinham alguns vícios construtivos e problemas, que tivemos que reformar. Ainda hoje há quase 4 mil famílias precisando dessas moradias”, comenta.
Outros municípios como Areal e Sumidouro, Bom Jardim, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Sapucaia, Três Rios, Carmo, Macuco, Cantagalo, Cachoeiras de Macacu e São Sebastião do Alto também foram impactados.
por Richard Stoltzenburg/Foto: Reprodução/Internet