Os 11 atuais conselheiros da Sociedade Civil Organizada do Comutran emitiram uma Nota de Repúdio contra o projeto do vereador de Petrópolis, Octávio Sampaio (União), protocolado na semana passada, com o objetivo de suster os efeitos dos decretos que criaram o Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (Comutran). Na prática, o Conselho deixa de existir e abre oportunidade de ser reformulado por meio de lei e não por decreto do Executivo.
Segundo a nota divulgada, os conselheiros afirmam que o Conselho é de extrema importância para os petropolitanos. “No COMUTRAN, existem discussões em pauta como mobilidade, passe livre estudantil, melhorias viárias, mudanças de regimento… se enganam aqueles que acham que o COMUTRAN só serve para aumentar a passagem de ônibus e tarifa de táxis em Petrópolis”, enfatizaram.
A principal crítica realizada pelos conselheiros é a forma no qual o vereador está lidando com a situação. “Por que a solução é de que se extingue o Comutran, ao invés do aperfeiçoamento”, disse Guilherme Freitas Gomes, um dos assinantes da Nota.
Com a extinção do Comutran por decreto, a Câmara Municipal poderia votar em um projeto de lei para instituí-lo, trazendo o debate para a Casa Legislativa. Um dos projetos é do vereador Hingo Hammes (União), que, além do texto original, também poderia sofrer emendas a partir do debate com outros vereadores.
“Se eu extinguir o Comutran temporariamente, não tem aumento da passagem e eu consigo impedir esse aumento covarde, ainda que temporariamente. É um esparadrapo, nos extinguimos o que está errado e dá tempo de a gente ir consertando”, explica o vereador Octávio Sampaio. “O Comutran é um órgão que possui dois terços dele composto por representantes do governo e de concessionária, ou seja, pessoas ligadas a empresas de ônibus. Como essas pessoas irão decidir a favor da população? Óbvio que não vão”, completa.
Por Gabriel Rattes, com informações de Wellington Daniel
Foto: Wellington Daniel