Previsão é de que o valor da gasolina comum e aditivada suba 10 centavos no município | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Por Gabriel Rattes
Em 1º de fevereiro, a Petrobras anunciou o reajuste no preço do diesel e houve um aumento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos combustíveis. O ICMS, que é arrecadado pelos estados, passou a incidir sobre a gasolina, o etanol, o diesel e o biodiesel. Esse aumento foi decidido pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), um órgão que reúne os secretários de Fazenda dos estados.
Apesar do aumento, uma pesquisa realizada pelo Correio Petropolitano com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o reajuste ainda não chegou aos postos de combustíveis de Petrópolis. Mesmo assim, a cidade ainda está entre as mais caras do estado do Rio de Janeiro. A gasolina comum, por exemplo, tem uma média de R$ 6,52 por litro, sendo a oitava mais cara do estado. A gasolina aditivada, com média de R$ 6,59, coloca Petrópolis entre as nove cidades com o preço mais alto. Já o etanol está mais barato por aqui, com média de R$ 6,26 por litro, posicionando a cidade entre as mais acessíveis.
O economista Matheus Peçanha aponta que o aumento ainda não foi repassado ao consumidor em Petrópolis por alguns motivos. “Os postos podem estar com estoque comprado a preços antigos ou podem ter decidido não aumentar os preços para não perder clientes. Também pode ser uma estratégia comercial para analisar a concorrência. Para entender melhor, precisaríamos estudar o mercado de combustíveis de Petrópolis”, explica.
Os dados foram retirados da última semana disponível no site da ANP (de 9 de fevereiro a 15 de fevereiro de 2025). Quando comparados com o mesmo período no ano passado, Petrópolis teve um aumento de 18 centavos na gasolina aditivada e comum, e um aumento de 41 centavos no diesel.
Gasolina mais cara do estado
Em 2024, Petrópolis tinha a segunda gasolina mais cara do Rio de Janeiro, ficando atrás apenas de Três Rios. Naquele ano, o preço médio da gasolina comum era R$ 6,34, enquanto em Três Rios o litro estava a R$ 6,42. Em fevereiro de 2025, Três Rios continuou com a gasolina mais cara do estado, com média de R$ 6,79, um aumento de 37 centavos. Nova Friburgo, que em 2024 registrava R$ 6,01, viu o preço subir para R$ 6,72, sendo agora a segunda gasolina mais cara do estado.
A gasolina aditivada também ficou mais cara na Região. Três Rios, que tinha o segundo preço mais alto em 2024 (R$ 6,46), agora tem a gasolina aditivada mais cara do estado, a R$ 6,95. Nova Friburgo, que em 2024 tinha o preço médio de R$ 6,07, agora registra R$ 6,81.
O aumento
O reajuste do ICMS sobre os combustíveis em todo o Brasil foi determinado pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos estados. Pelo modelo em vigor desde o ano passado, as alíquotas de ICMS dos combustíveis passam a ser reajustadas anualmente, com base nos preços médios pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e setembro do ano anterior. A alíquota de ICMS subiu R$ 0,10, de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro.
No caso do diesel, a Petrobras elevou o preço nas refinarias em R$ 0,22 por litro ( 6,2%), para reduzir a defasagem de 17% em relação aos preços internacionais. Além disso, a alíquota de ICMS subirá R$ 0,06, de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro.
Segundo informações da Agência Brasil, o impacto no preço final depende do mercado. Isso porque os preços da Petrobras são fixados nas refinarias, cabendo às distribuidoras, aos postos de combustíveis estabelecer o preço final. Geralmente, os aumentos de tributos e de preços nas refinarias são repassados aos consumidores.