Reforma do imóvel em anexo está 80% executada e deverá ser retomada em maio | Foto: Gabriel Rattes/CM
Por Gabriel Rattes
As obras da sede estadual do Correios em Petrópolis não possuem previsão de início. O imóvel está fechado desde abril de 2024. Em resposta ao jornal Correio Petropolitano, a assessoria de imprensa do Correios informou que o projeto executivo de restauração do prédio histórico já está pronto, no entanto, informou apenas que o edital deve “ocorrer em breve”. Nesta semana, responsáveis pelo Sintect-RJ apontaram alguns problemas enfrentados com o imóvel, dentre eles o descuido com a fachada e a necessidade de deslocamento para outros distritos para ter acesso ao serviço. As reformas abrangem também o imóvel anexo ao prédio principal, estas, segundo o Correios, já estão 80% executadas e devem ser retomadas em maio deste ano.
Desde o dia 2 de abril de 2024, a sede estadual do Correios em Petrópolis está fechada para reformas. O aviso foi dado à época com papeis colados na porta do imóvel localizado na Rua do Imperador, no Centro da cidade. A equipe do jornal esteve no local nesta terça-feira (11/03) e pôde constatar tapumes de madeira no chão e pichações na fachada do prédio. Constatamos também uma placa de início de obras datada no dia 5 de setembro de 2024, com um prazo de dois meses, por um valor de R$ 115.778,69. No entanto, foi informado pelo Correios, que essa é referente ao imóvel em anexo ao prédio histórico e que as obras estão 80% executadas. Agora, será realizada uma nova contratação para finalizar as obras do imóvel, que devem ser retomadas em maio.
Sintect-RJ
denuncia abandono
Quanto ao prédio principal, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos (Sintect-RJ) divulgaram uma nota de repúdio. Segundo o Sindicato, a precarização da unidade prejudica diretamente os trabalhadores, que são ainda mais afetados com o fechamento da unidade.
“A reforma do imóvel, o atraso nas obras e as condições de trabalho precárias são questões que merecem mais atenção, pois são diretamente ligadas ao bem-estar dos funcionários e à qualidade do serviço prestado à população. […] O prédio dos Correios sofre constantemente com ações de vandalismo , como pichações em sua fachada. Sem falar na falta de limpeza no local, incluindo objetos e roupas de moradores de rua, agravando a poluição visual. Frases e desenhos sem identificação são visíveis em diversas partes do edifício”, diz um trecho da nota.
O diretor do Sindicato, Leônidas da Silva, enfatiza que o espaço poderia estar sendo usado de forma ampla pela população. Vamos denunciar no Ministério Público para tentar fazer com que a alta gestão dos Correios faça a obra necessária para o imóvel voltar a atender a população, que hoje se encontra prejudicada. Diante da situação, os trabalhadores da unidade foram deslocados para o Centro de Distribuição Domiciliar Floriano Peixoto, onde não há atendimento para o trabalhador enviar uma encomenda. Lá só tem condições de buscar o produto”, explicou.
Outro ponto abordado por Leônidas é o fato do deslocamento para poderem utilizar o serviço. “Quem quiser enviar uma encomenda tem que ir para uma agência franqueada, na 16 de março, ou se deslocar para os distritos Pedro do Rio, Itaipava ou Posse, que são bem distantes, cerca de 12 KM. Uma vergonha”, criticou.
O que diz o Correios?
Sobre a reforma do prédio principal, o Correios respondeu que todo o prédio histórico será restaurado, tanto a parte interna quanto a externa. “O projeto executivo de restauração está pronto e o lançamento do edital deve ocorrer em breve. A atual gestão dos Correios reitera que, após rever a situação da carteira imobiliária, decidiu por manter os imóveis de valor simbólico para a empresa, como o prédio histórico dos Correios em Petrópolis. Dessa forma, o prédio não será alienado”, disse.
No momento, como alternativa de atendimento, os clientes podem se dirigir às agências localizadas na Estrada União Indústria, 11870, Itaipava; na Estrada Silveira da Mota, 42, Posse; na Estrada União Indústria, 19297, Pedro do Rio; na Rua Coronel Veiga, 1988, Coronel Veiga; na Rua Dezesseis de Março, 322, Centro; e na Rua Bingen, 2170, Bingen.
Questionamos o Governo do Estado e o Inepac – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – sobre as obras, mas não obtivemos resposta até o fechamento da matéria.