O 32º batalhão de Infantaria Leve de Montanha realizou, na manhã desta sexta-feira (08), uma solenidade em comemoração aos 81 anos do Dia da Vitória, data que marca o fim da Segunda Guerra Mundial, na Europa, após a rendição incondicional da Alemanha Nazista.
A cerimônia homenageou a participação dos mais de 25 mil combatentes brasileiros, que atuaram no conflito, e foi realizada na Praça dos Expedicionários, que homenageia os 200 petropolitanos que participaram das batalhas, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
O evento reuniu além dos militares do 32º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha, representantes da Associação dos Militares da Reserva de Petrópolis, da Força Expedicionária Brasileira e da Guarda Civil Municipal.
O Dia da Vitória, celebrado no dia 8 de maio, marca a rendição incondicional da Alemanha nazista aos Aliados em 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial na Europa. É uma data internacional de celebração da paz, democracia e fim do totalitarismo, honrando os soldados que lutaram, incluindo a Força Expedicionária Brasileira.
Batalha na Europa
A Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945, foi o maior conflito armado já conduzido, resultando em sérias consequências financeiras e materiais, além das mais de 70 milhões de perdas humanas, entre civis e combatentes.
Na época, ainda restava um front a ser vencido, no longínquo Pacífico, mas a vitória dos aliados sobre as potências do Eixo na Europa, em 8 de maio de 1945, representou a vitória sobre o totalitarismo, que ameaçava a humanidade em meados do século XX; e segue como lembrança de todo esforço e sacrifício, causando uma reflexão sobre o significado da guerra, como ação política ou ideológica.
O Brasil participou ativamente e conduziu, em solo italiano e na defesa da soberania, no mar, em terra, e no ar, ações valorosas, que contribuíram efetivamente para esse resultado, em defesa dos ideais de liberdade, paz e segurança.
Marinheiros, soldados e aviadores enfrentaram o desafio de combater forças experientes e determinadas, pagando um custo muito alto em vidas humanas e em meios materiais: 34 navios mercantes e de guerra foram afundados, com cerca de 1.450 marinheiros mortos em operações no mar; 22 aviões abatidos em combate; e, aproximadamente, 500 militares perderam a vida nos combates terrestres.
Força Expedicionária Brasileira
A Força Expedicionária Brasileira foi criada em 1943 como consequência da declaração de guerra do Brasil contra o Eixo. Na ocasião, determinou-se que tropas do país seriam enviadas para combater na Europa, principalmente na Itália. Assim, brasileiros de diferentes partes do país foram convocados para compor um efetivo de aproximadamente 25 mil militares sob o comando do General Mascarenhas de Moraes. Em julho de 1944, os primeiros cinco mil soldados da Força desembarcaram em Nápoles rumo à guerra. Foi a primeira vez na história que tropas da América do Sul cruzaram o Oceano Atlântico para lutar no continente europeu.
Os expedicionários enfrentaram condições difíceis, como o frio intenso, terrenos montanhosos e combates desafiadores. Mesmo assim, a campanha da FEB na Europa foi marcada por vitórias militares históricas que culminaram na bem-sucedida trajetória brasileira no maior conflito armado da humanidade. Triunfos nas batalhas de Montese e de Monte Castello, além da rendição de Fornovo, foram episódios que mostraram ao mundo o valor e a coragem do militar brasileiro.
Por Ana Paula Caneda*
Foto Gabriel Toledo
*** Com informações do Ministério da Defesa e do Centro de Comunicação Social do Exército