Evento contou com a participação de estudantes e professores, além do apoio da comunidade teresopolitana
Uma das escolas mais tradicionais da rede pública estadual do Rio de Janeiro celebrou um século de história. O Colégio Estadual Higino da Silveira, localizado na Várzea, em Teresópolis, na Região Serrana, comemorou seus 100 anos com um desfile especial, realizado no último sábado (16/08), na Avenida José Joaquim de Araújo Regadas, no Centro da cidade. A celebração reuniu alunos, professores e integrantes da comunidade escolar para marcar uma trajetória centenária de representatividade e contribuição para a educação pública.
— Está sendo um ano especial, histórico, e é lindo ver todo mundo, inclusive nossos professores, que há anos estão na escola, muito emocionados. É maravilhoso desfrutar deste momento — disse a aluna Kassiane Ferreira, que cursa a 3ª série do Ensino Médio na unidade.
O desfile comemorativo contou com a banda marcial da escola e foi realizado de forma lúdica e alegre, destacando a importância de Higino da Silveira e o legado construído ao longo de um século, marcado pela formação de gerações de estudantes comprometidos com o desenvolvimento de Teresópolis e a construção de um futuro mais sustentável. Cada ala apresentou um capítulo dessa história, valorizando projetos, iniciativas e conquistas desenvolvidos pela comunidade escolar ao longo dos anos. A celebração teve o apoio da comunidade teresopolitana.
Durante o evento, foi realizada ainda uma exposição no hall do prédio da unidade, baseada em pesquisa feita pelo historiador Marco Antônio Granito. A mostra destacava a galeria de diretoras da escola, desde a primeira, Alice Saldanha, até a atual, Adriana Coutinho, acompanhando a evolução do ensino e as propostas pedagógicas desenvolvidas na unidade.
— É com muita alegria que todos estamos celebrando esta data. Sou o presidente do grêmio e sei que tudo isso ficará na história — afirmou o aluno Hugo Mendonça, da 1ª série do Ensino Médio.
Além do desfile, a direção do colégio tem promovido uma série de atividades durante todo o ano para celebrar o centenário. A ideia é realizar uma grande confraternização em torno da instituição, uma referência na educação de Teresópolis e do estado.
— Estou na escola há 20 anos e tenho o prazer de poder acompanhar esse momento marcante, que nos enche de orgulho. Estou desenvolvendo uma pesquisa sobre o colégio, e toda essa realização é de uma importância imensa. É algo muito relevante para a cidade — destacou o professor de História Danilo Machado.
A partir de 2018, o Colégio Estadual Higino da Silveira passou por um amplo processo de reestruturação, criando um ambiente mais leve, confortável e acolhedor para os estudantes e profissionais da educação. A renovação contemplou áreas internas e externas da unidade, com intervenções artísticas que transformaram paredes do pátio, portas dos banheiros e outros ambientes da escola. A quadra esportiva também recebeu nova pintura. Além de revitalizar a unidade, a iniciativa buscou fortalecer o sentimento de pertencimento dos estudantes, incentivando a preservação dos espaços e o orgulho de fazer parte da escola.
— Aqui temos um compromisso diário com a formação humana e com a criação de oportunidades reais para nossos estudantes. Celebrar este centenário é reconhecer o passado, valorizar o presente e reafirmar nosso compromisso com o futuro — concluiu a diretora Adriana Coutinho, que está à frente da unidade há 26 anos.
Um século de história
Inaugurado em 21 de fevereiro de 1926, o Colégio Estadual Higino da Silveira tem sua origem ligada ao empresário português Manoel Lebrão. Após chegar ao Brasil e conquistar uma fortuna na loteria, o empresário construiu e doou à municipalidade a escola, além de levantar um hospital. Os prédios foram erguidos com arquitetura de inspiração neoclássica, em referência às construções tradicionais de Portugal.
Personagem de destaque na história de Teresópolis, Lebrão também teve atuação importante no desenvolvimento da indústria e da lavoura locais. Entre as curiosidades de sua trajetória, está a participação como um dos cofundadores da tradicional Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro.
Fotos Divulgação / Seeduc-RJ