Por Gabriel Rattes
O Correio Petropolitano dá continuidade à série especial de entrevistas com candidatos às eleições de 2026 que possuem vínculo com Petrópolis. A iniciativa reúne nomes que disputam vagas para deputado estadual e deputado federal e busca apresentar as propostas de cada candidato para os principais problemas da cidade e da Região Serrana. As entrevistas seguem o mesmo formato para todos os participantes, com as mesmas perguntas e o mesmo prazo para envio das respostas.
Nesta edição, a entrevistada é Júlia Casamasso, pré-candidata a deputada federal. Entre as principais propostas apresentadas estão a municipalização do transporte público, a ampliação dos recursos federais para o SUS, o fortalecimento das escolas e creches públicas e a criação de políticas permanentes de prevenção e adaptação aos desastres climáticos.
Entrevista
Correio Petropolitano: Como deputada federal, quais medidas você pretende defender para melhorar o transporte público de Petrópolis e da Região Serrana?
Júlia Casamasso: Defendo a municipalização do transporte. Em Petrópolis, propus um plano para usar cerca de R$ 2 milhões mensais do Vale Educação para locar veículos e iniciar essa transição. No Congresso, lutarei por uma política federal de financiamento para renovar a frota, implementar tarifa zero e integrar a Região Serrana.
CP: Quais são suas prioridades para melhorar a saúde pública do município e como pretende atuar para ampliar os recursos destinados à cidade?
JC: Petrópolis paga até R$ 4,5 mil por dia por um leito de UTI privado e recebe cerca de R$ 800 do Ministério da Saúde. Vou lutar por mais recursos federais vinculados à rede pública do SUS, com concursos, especialistas e investimentos em saúde mental, reabilitação e atendimento às mulheres, combatendo terceirizações caras e precárias.
CP: Quais medidas você considera prioritárias para a educação de Petrópolis e da Região Serrana e que papel pretende exercer na busca por recursos e investimentos?
JC: Em Petrópolis, 25% dos gastos da educação vão para uma terceirização que custa cerca de R$ 50 milhões a mais por ano. Vou seguir na luta para que os recursos fortaleçam escolas e creches públicas, com concursos, carreira, formação, creches integrais e alimentação de qualidade, fiscalizando o investimento federal.
CP: Que propostas você defende para ampliar os investimentos em prevenção, drenagem, contenção de encostas, monitoramento e resposta a emergências, evitando que ações ocorram somente depois das tragédias?
JC: Meu primeiro projeto será a Política Nacional dos Pontos de Apoio, com financiamento permanente. Também defenderei um fundo federal para prevenção e adaptação climática, com recursos para contenção de encostas, drenagem urbana, moradia, alertas e Defesa Civil comunitária. Prevenção salva vidas e custa menos que reconstruir.
CP: Como você pretende atuar, caso eleita, para garantir que Petrópolis tenha acesso a recursos, programas e investimentos dos governos estadual e federal, independentemente de alianças políticas?
JC: Meu compromisso é com a população, não com governos. Dialogarei com União, Estado e Prefeitura para garantir recursos federais a Petrópolis, independentemente de alianças, sem abrir mão de fiscalizar e denunciar o uso do dinheiro público. Defendo participação popular, critérios transparentes e pacto federativo mais justo.
CP: Caso seja eleita, cite até três compromissos concretos que você pretende assumir com Petrópolis e que possam ser acompanhados pela população ao longo do mandato. Quais resultados você considera possível entregar nos primeiros dois anos de atuação?
JC: Nos primeiros dois anos, vou protocolar o Programa Nacional de Adaptação Climática; lutar por recursos para prevenção de desastres, moradia popular e combate à violência contra mulheres; e destinar ao menos 50% das emendas a Petrópolis, de forma participativa e transparente. E prestarei contas mensalmente em praça pública.