Por Leandra Lima
De acordo com a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a impressão de materiais de campanha, como adesivos, santinhos, panfletos, entre outros, e o impulsionamento de conteúdos na esfera digital foram o principal destino das verbas dos candidatos a deputado estadual ligados ao município de Petrópolis. A maior parte dos recursos arrecadados foi usada para comunicação e marketing digital e despesa com o pessoal.
Os candidatos que tiveram maiores gastos nesses moldes foram os seguintes: Yuri Moura (PSOL) – R$ 1.288.711,33; Sergio Fernandes (PSD) – R$ 485.162,08; Octavio Sampaio (PL) – R$ 374.818,60; Patrícia Egídio (União) – R$ 374.818,60; Léo França (PT) – R$ 119.058,97; Fred Procópio (MDB) – R$ 111.954,92 e Aloisio Barbosa (PP) – R$ 81.271,59.
Diferente do panorama dos deputados federais que o Correio trouxe ontem, cada candidato a deputado estadual, na verdade a maior parte deles, seguiu um molde. Por exemplo, Yuri destinou quase 53,21% das verbas, que correspondem a cerca de R$ 685.662,00, para despesa de pessoal, que engloba o impulsionamento de conteúdos e materiais impressos para serem distribuídos nas ruas da cidade. E foi separando em fatias que concentrou os investimentos em contratações de pessoal para mobilização.
Na mesma intenção, Sergio Fernandes focou os gastos na produção gráfica de grande porte, como bandeiras e pirulitos, e na mobilização de pessoal para atuar nas ruas. O maior contrato individual da candidatura foi com a Imprint 2001 Gráfica e Editora LTDA, totalizando R$ 131.620,00, além de R$ 30.598,98 destinados à Gráfica Calais LTDA.
Agora, Octavio Sampaio adotou uma estratégia focada nas redes sociais. A maior despesa declarada foi destinada ao Facebook Serviços Online do Brasil LTDA, sendo cerca de R$ 207.089,50 gastos. Fred Procópio seguiu também o caminho digital impulsionando posts, sendo estes parte dos 42% dos recursos gastos, o que representa R$ 47.500,00, mas foi mais equilibrado gastando também com publicidade nas ruas e materiais de campanha, como santinhos, adesivos, bandeiras, entre outros produtos.
Patrícia Egídio, por sua vez, apostou no marketing e na assessoria. Nesses aspectos foram gastos cerca de R$ 274.000,00, o que corresponde a 71% dos recursos. Também investiu em produção gráfica e mobilização de pessoal para atuar nas ruas.
Léo França buscou direcionar a verba para serviços, sendo a maior parte dos gastos voltada para serviços advocatícios na campanha eleitoral, cerca de R$ 15.276,80, o que corresponde a 13% dos gastos. Aloisio Barbosa priorizou a locação de um imóvel para ser a seu comitê de campanha e as despesas com equipes que circulavam nas ruas.
Já Claudia Respeita voltou os gastos para despesas com pessoal e impressão de material gráfico para apoiar ações de rua. Junior Paixão direcionou a maior parte dos gastos para tráfego nas redes para impulsionar os conteúdos e para a confecção de material gráfico, como bandeiras, cartazes e santinhos. Dudu e Lessa aplicou a maior parte dos recursos diretamente na compra de material impresso, como santinhos, bandeiras e adesivos de divulgação, e em auxílios operacionais para a campanha na rua.
Os que menos gastaram recursos de campanha foram o Comissário Aranha, que só gastou R$ 9,36 (Taxa de Administração de Financiamento Coletivo), e Bernardo Santoro, que utilizou apenas R$ 10.981,81, sendo que a maior parte foi destinada para locação de veículos.