Morreu nesta sexta-feira (8), um dos grandes nomes do samba, o cantor Arlindo Cruz, aos 66 anos. Ele estava no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste no Rio, segundo a mulher do sambista, Babi Cruz. Em março de 2017, o artista sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Arlindo chegou a ficar um ano e meio hospitalizado em decorrência de sequelas causadas pelo AVC. Arlindo ainda era portador de uma doença autoimune, a gastrotomia. O cantor utilizava uma sonda alimentar em razão do caso.
Trajetória artística
Nascido em 14 de setembro de 1956, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Arlindo cresceu no batuque das rodas de samba da época. Logo aos sete anos de idade, ganhou o primeiro cavaquinho. O cantor, ainda muito jovem, começou a trabalhar com grandes artistas. Posteriormente, foi para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, mas sempre com o pensamento na música.
Depois de sair da Aeronáutica, Arlindo começou a frequentar diversas rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de artistas como Jorge Aragão, Beth Carvalho, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e Sombrinha. Nessa época, recebeu o convite para se juntar ao Fundo de Quintal. Com o tempo, as composições de Arlindo passaram a ser cantadas por Zeca Pagodinho, Beth Carvalho Alcione, entre outros.
Carreira solo: sucesso absoluto
Após 12 anos no Fundo de Quintal, Arlindo decidiu lançar a carreira solo em 1993. Entre os maiores sucessos do artista estão “O Show Tem que Continuar”, “Meu Lugar e Bagaço de Laranja”.
No Fundo de Quintal já fazia grande sucesso, mas depois de lançar “Meu Lugar”, Arlindo se tornou um dos grandes nomes do carnaval carioca.
Texto: Johnnata Joras
Foto: © arlindocruzobem/Instagram