Nesta terça-feira (30) o Ministério Público Eleitoral (MPE), instaurou um procedimento investigatório contra a Prefeitura de Petrópolis após as questões da prova para o concurso público da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), realizado no último domingo (28). A investigação apura abuso de poder político e econômico por parte do prefeito Rubens Bomtempo e visa coletar informações sobre o concurso público.
De acordo com o MPE, as questões da prova, não são consideradas como pré-campanha eleitoral, visto que para configurar o ato, é necessário o pedido de voto. O que segundo o MPE, não aconteceu. No entanto, caso Rubens Bomtempo seja acusado por abuso de poder político e econômico, pode receber penas como multa ou, a depender da gravidade, até mesmo ficar inelegível.
A prova realizada no último domingo por 8.829 pessoas, contou com questões que divulgavam nomes e ações da atual gestão. Entre elas, a questão 19, que perguntava qual prefeito de Petrópolis está no quarto mandato. As provas também apontavam ações realizadas pela Comdep e Defesa Civil. Enquanto isso, no âmbito político, as críticas a Rubens Bomtempo, permanecem. Na última segunda-feira (29), parlamentares criticaram duramente o modo como as questões foram apresentadas durante o concurso. “É um despropósito este tipo de abordagem em um concurso público citando o nome do atual prefeito, ainda mais em ano eleitoral. Considero oportunismo eleitoral a referida ocorrência”, afirmo o vereador Fred Procópio (PL).
Pelas redes sociais os parlamentares Hingo Hammes (UNIÂO), Gilda Beatriz (PSD), Eduardo do Blog (REPUBLICANOS) e Yuri Moura (PSOL), também criticaram o líder do executivo. A prova foi elaborada pelo Instituto Nacional de Qualificação e Capacitação (INQC).
O Correio Petropolitano questionou a Prefeitura de Petrópolis, sobre a seleção das questões do concurso. Em nota, a prefeitura afirmou u que a CPTrans é um a empresa responsável pela realização do concurso público e que pediu esclarecimentos à empresa INQC, responsável pela execução do concurso público, sobre os questionamentos apresentados.
Por Richard Stoltzenburg