A Diocese de Petrópolis realizará, no dia 4 de junho, a Solenidade de Corpus Christi com missas, procissões e confecção de tradicionais tapetes nas ruas das cidades. A celebração acontece em todas as 49 paróquias da diocese, em horários diversos, pela manhã ou à tarde, de acordo com o costume e a organização pastoral de cada comunidade.
Em Petrópolis, a missa solene será celebrada na Catedral São Pedro de Alcântara, às 15h, seguida de procissão pelas ruas do Centro. Em Teresópolis, a celebração ocorre na Igreja Santa Teresa, às 9h, também seguida de procissão pelas ruas centrais. As duas missas serão presididas pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado.
Na cidade de Petrópolis, as paróquias do primeiro distrito, especialmente as da região central (Sagrado, Alto da Serra, Quitandinha, São Sebastião, Retiro, Rosário e Independência), se unem à celebração na Catedral, participando da missa e da procissão.
Corpus Christi é uma das poucas ocasiões do ano em que o Santíssimo Sacramento, a hóstia consagrada, deixa o interior da igreja e percorre as ruas da cidade, em sinal público de fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Fora desta solenidade, algo semelhante só ocorreu durante a pandemia da Covid-19, quando, com as igrejas fechadas, a Igreja levou a Eucaristia até as pessoas, em caráter excepcional.
Um dos destaques da celebração são os tapetes confeccionados ao longo do trajeto da procissão. Em Petrópolis, apenas para o tapete do Centro, mais de 100 pessoas se envolvem na preparação, que começa logo após o fechamento das ruas, geralmente depois do meio-dia. O trabalho leva, em média, de três a cinco horas, dependendo da extensão e da complexidade dos desenhos.
Os materiais mais utilizados são sal e serragem, em quantidades que costumam ultrapassar 50 quilos, conforme o tamanho do tapete. Os desenhos podem seguir modelos previamente definidos ou nascer da criatividade dos voluntários. São comuns representações de Nossa Senhora, de Jesus Cristo, dos padroeiros das paróquias, símbolos de movimentos e pastorais, além de mensagens sobre paz, amor e solidariedade.
Os tapetes fazem memória à passagem dos Evangelhos que narram a entrada de Jesus em Jerusalém, quando a multidão estendeu mantos e ramos pelo caminho para a passagem do Senhor. Os materiais em si não possuem um significado específico na tradição, mas são utilizados por serem simples e acessíveis às famílias e comunidades.
A procissão de Corpus Christi em Petrópolis também se tornou um atrativo para moradores e turistas, que vão ao Centro da cidade para acompanhar a manifestação de fé e admirar os tapetes confeccionados ao longo das ruas.
Foto: divulgação