A Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização da Intervenção Parcial da Transportes Urbanos de Petrópolis (TURP) da Câmara Municipal realizou uma vistoria na sede da empresa para acompanhar o andamento da operação administrada pela Prefeitura e Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans). A principal preocupação dos vereadores é o grau de endividamento e o dano que isso vem causando ao fluxo de caixa, prejudicando o pagamento dos trabalhadores rodoviários e despesas com manutenção diária. A Comissão se reuniu na quarta-feira (03) e vai oficiar a Prefeitura para que a intervenção detalhe as informações financeiras da empresa e apresente um plano de recuperação da intervenção.
“Nesta primeira vistoria, ficou claro que a empresa está em um atoleiro de dívidas. Vamos fazer um relatório com os dados levantados até agora, para procurar entender o fluxo financeiro da empresa e como ela pretende sair dessa situação. E apontar uma direção que a gente, como Comissão, entende como medida que o município deve tomar ao longo desse processo”, disse o vereador Fred Procópio, relator da Comissão.
Os vereadores Thiago Damaceno, Marquinhos Almeida, Júlia Casamasso e Octávio Sampaio, que integram a comissão, participaram da vistoria, que aconteceu na última segunda-feira, dia 01. Eles foram recebidos pelo interventor nomeado Júnior Cezar Maurício Marinho, o presidente da CPTrans, Luciano Moreira, e representantes da TURP.
No levantamento parcial realizado pela Comissão, foi apontada melhora da operação diária desde que a CPTrans e a Prefeitura assumiram com a intervenção parcial, no entanto, há uma preocupação sobre as transferências financeiras entre a Prefeitura e a TURP. A vistoria também revelou a desorganização no gerenciamento interno da garagem por parte da empresa – com falhas na manutenção mecânica da frota e na organização do almoxarifado – fatores que podem ter afetado nas perdas de viagens antes da intervenção.
“O intuito da comissão é apontar para a população, com segurança, que a operação vai funcionar. E garantir que a prefeitura, ao término disso, não fique com passivo, como aconteceu em outros momentos da história. Até agora, a intervenção gerou resultado efetivo na operação. A mecânica e o almoxarifado passaram por uma revisão e, agora, têm outra dinâmica. Mas o fluxo financeiro é uma preocupação, tanto da empresa quanto da intervenção”, afirma o relator, Fred Procópio.
Por Redação
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